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Histórias de Bogotá: "Quero ser jogador do Porto"

REPORTAGEM SIC

Chama-se Dragon Force, é a escola de futebol do Futebol Clube do Porto e abriu as portas na Colômbia há um ano e meio. Na semana passada fez a primeira ação de caça-talentos, que levou técnicos do clube em Portugal a viajar para Bogotá, à procura de craques.

Raquel Marinho/SIC

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A Dragon Force de Bogotá na Colômbia começou com 80 alunos e já tem mais de 400. São jogadores (é assim que os técnicos portugueses lhes chamam) à procura de uma oportunidade no futebol português um dia.

Têm entre 4 e 18 anos e estão divididos por equipas, algumas a participar já nas competições da Liga de Bogotá.

"Há muito talento na Colômbia"

Para fazer nascer esta escola, o FC Porto investiu numa equipa própria. A pessoa que lidera as operações chama-se José Carlos Conceição e foi durante quatro anos coordenador técnico das escolas Dragon Force em Portugal, antes de aceitar viajar para a Colômbia e abraçar este projeto de treinar alunos colombianos: "há muito talento na Colômbia, muitos jogadores com condições naturais para poder singrar no futebol a nível mundial".

Talento inquestionável mas reconhecido como muito diferente do que se encontra nos jogadores portugueses: "o talento português é um talento cerebral, um talento que sabe o que fazer dentro do campo, que é refinado tecnicamente e que dá mais importância à eficácia que ao lado estético. O jogador colombiano é um jogador muito criativo mas de uma criatividade espontânea, demasiado em bruto. Agora, em termos técnicos tem tudo".

"Podemos criara algo com um impacto mundial muito grande"

O objetivo de José Carlos Conceição e da sua equipa em Bogotá é então aliar este talento colombiano "em bruto" à forma de jogar em Portugal, mais precisamente no FC Porto: "são jogadores explosivos, que colam a bola no pé. Se nós conseguirmos dar-lhes aquilo que temos lá em Portugal, e é por isso que estamos aqui, acho que vamos conseguir criar algo com um impacto mundial muito grande".

O trabalho com estes jovens tem-se feito ao longo dos meses, e por fases. Primeiro, implementar a forma de treinar à FC Porto; de seguida, meio ano depois, avançar com as primeiras equipas de competição, o que já aconteceu na época de 2014/2015: "tivemos sucesso. Chegámos a cinco finais nos torneios departamentais. Temos já 12 equipas de competição na liga de Bogotá e uma equipa, a equipa de sub 17, que está a jogar no Torneio Nacional da Colômbia".

750 jovens concorreram à ação de caça-talentos

Mas além dos resultados nas ligas colombianas o que muitos destes jovens querem é a oportunidade de jogar em Portugal, na equipa A do FC do Porto.

A escola sabe disso e sabe também que para lá chegar o trabalho começa muito antes. Essa é uma das razoes para ter organizado uma ação de caça-talentos de inscrição livre para jovens nascidos em 1998 e 1999. Inscreveram-se 750 e, numa primeira seleção, ficaram 94. São esses que estão agora a cumprir treinos durante três dias, em Bogotá. José Carlos Conceição explica que agora é que é: "destes 94 vamos selecionar 22 a 30 jogadores para uma terceira etapa que consiste em treinarem connosco aqui. Depois, jogam com equipas locais e vamos vê-los a competir, e escolher dois para poderem ir a Portugal, para a escola do clube, durante 15 dias".

Para ajudar neste caça-talentos, o FC Porto enviou dois técnicos, um deles o director do Departamento de Scouting. João Luís Afonso diz que selecionar dois destes jovens não vai ser tarefa fácil.

Os "jogadores", como aqui lhes chamam, estão naturalmente dispostos a aprender tudo, e sabem bem ao que vêm.

Quem for selecionado desta ação de caça-talentos em Bogotá ganha uma viagem com tudo pago a Portugal e à escola de futebol do FC Porto. Durante duas semanas, esses dois jogadores, terão oportunidade de conhecer de perto o sonho que os levou a tentar a sorte na ação de caça-talentos.

A viagem a Portugal não é garantia de nada mas pode muito bem ser o início de tudo.

Raquel Marinho

SIC

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