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China poderá vencer Mundial de futebol daqui a 10 anos, diz Eriksson

O sonho do Presidente chinês, Xi Jinping, de ver a seleção de futebol da China a vencer um mundial poderá tornar-se realidade dentro de uma década, previu o técnico Sven-Goran Eriksson, citado pela imprensa estatal.

© TT News Agency / Reuters

"Neste momento, parece que todos os jogadores querem vir para a China pelos mesmos motivos", disse o treinador que orientou o Benfica durante cinco épocas (1982/1984 e 1989/1992), citado pela agência oficial Xinhua.

Atualmente ao serviço do clube chinês Shanghai SIPG, o técnico está confiante no desenvolvimento da modalidade no país asiático: "Talvez dentro de 10 ou 15 anos, estou certo que a China competirá a um nível que permita vencer o Mundial".

Pequim assumiu já o desejo de converter o país numa potência futebolística à altura do seu poder económico e militar.

Em 2014, anunciou um "plano de reforma global do futebol", que determina, entre outras medidas, a inclusão da modalidade como componente obrigatória da disciplina de Educação Física em 50.000 escolas primárias e secundárias.

Apesar do país figurar em 93.º no ranking da FIFA, o Presidente chinês apontou como metas nacionais a qualificação para a fase final de um Mundial, organizar um Mundial e um dia vencê-lo.

No total, as 16 equipas que disputam a Super Liga Chinesa de futebol investiram esta época, até à data, cerca de 317 milhões de euros na contratação de jogadores estrangeiros, mais 92% do que gastaram na temporada interior.

Durante o mercado de inverno de transferências, a contratação mais cara de sempre no país foi batida por quatro vezes, culminando na transferência do brasileiro Alex Teixeira, por 50 milhões de euros, para o Jiangsu Suning.

"Não é só o topo do futebol na China que se está a tornar mais rico e poderoso", sublinhou Eriksson na Austrália, na véspera da sua equipa enfrentar o Melbourne Victory para a Liga dos Campeões da Ásia.

"Os clubes chineses estão a abrir academias de futebol a um ritmo quase diário e jovens rapazes e raparigas vão começar a jogar futebol", disse, realçando estar certo de que "o futuro do futebol na China será fantástico".

Eriksson chegou ao país asiático em 2013 para orientar o Guangzhou R&F.

O seu atual clube pagou no mês passado 18,5 milhões de euros pela contratação do avançado brasileiro Elkeson ao Guangzhou Evergrande, o atual campeão chinês e cujo treinador é Luiz Felipe Scolari, antigo selecionador de Portugal.

A "revolução" do futebol na China tem atraído também figuras e entidades portuguesas.

Lançada em Pequim na primavera de 2014, a Academia Luís Figo está já implantada em 14 cidades chinesas e emprega 60 treinadores portugueses.

Entretanto, o Benfica abriu no ano passado a sua primeira academia de futebol no país e o Sporting anunciou a construção de outras 20 até 2018.

Lusa

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