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Gianni Infantino, o homem dos sorteios europeus tornou-se presidente da FIFA

O jurista italo-suíço Gianni Infantino saiu hoje definitivamente da sombra de Michel Platini, ao beneficiar da queda do seu 'patrão' na UEFA para suceder a Joseph Blatter como presidente da FIFA.

© Ruben Sprich / Reuters

Conhecido do grande público por presidir, ano após ano, aos sorteios das competições europeias, o afável careca de 45 anos, que a AFP qualifica como "obscuro tecnocrata", venceu uma corrida altamente politizada para ocupar a cadeira de sonho do seu mentor, agora caído em desgraça.

"É verdade que pode ter sido o destino a desempenhar o seu papel, porque há alguns meses nem pensava em embarcar nesta aventura", reconheceu recentemente à agência noticiosa francesa o jurista, que só decidiu avançar a 26 de outubro de 2015, após ser conhecida a suspensão de Platini por 90 dias.

Nascido na cidade suíça de Brig a 23 de março de 1970, Infantino foi o rosto amável da UEFA, o simpático condutor dos sorteios europeus, que tratava de tornar compreensíveis as numerosas condicionantes dos sorteios, uma vez descartado Michel Platini, pelo seu envolvimento no escândalo de corrupção que levou à demissão de Blatter, deu o passo em frente para liderar a reconstrução da entidade que tutela o futebol mundial.

Poliglota -- fala perfeitamente inglês, francês, italiano, alemão e espanhol -, o novo presidente da FIFA, que estudou direito na Universidade de Friburgo (Suíça), chega ao topo do futebol mundial depois de ter desempenhado vários papéis na UEFA, desde a sua entrada em agosto de 2000, incluindo o de secretário-geral, cargo que assumiu em outubro de 2009.

Do currículo de Infantino constam a implementação do Fair Play financeiro, que introduziu o controlo económico nos clubes europeus, ou o alargamento do Europeu a 24 seleções, ideia que pretende estender ao Mundial, com um total de 40 equipas. Mas foi no apoio das 'gentes' do futebol, como Luís Figo, Roberto Carlos, Fernando Hierro, Samuel Eto'o, José Mourinho, Fabio Capello ou Alex Ferguson, que a sua candidatura se sustentou.

Esse mesmo apoio foi também uma arma de arremesso dos seus opositores, que o apontaram como candidato do 'status quo'. As semelhanças com o seu antecessor -- a localidade onde Blatter nasceu dista apenas dez quilómetros da sua -- e a fidelidade a Platini foram outros dos seus pontos débeis.

Para superá-los, o jurista empreendeu uma extenuante campanha, que começou no Cairo e terminou em Robben Island, a prisão sul-africana onde esteve preso Nelson Mandela, e que o levou, de acordo com as suas palavras, a dar "cinco vezes a volta ao Mundo".

Agora, Infantino tem pela frente a tarefa de levar a bom porto a maior restruturação de sempre na FIFA, umas mudanças que devem afastar as suspeitas de corrupção, dissipar a polémica em relação à escolha de Rússia e Qatar, respetivamente, para os Mundiais de 2018 e 2022 e atrair patrocinadores, que contrariem as perdas de 2015 (pela primeira vez desde 2002, a entidade fechou o ano com défice).

Lusa

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