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Agência Mundial Antidopagem consternada pela falha da Rússia em travar uso de doping

A Agência Mundial Antidopagem (AMA) tornou pública hoje a sua consternação após a reportagem da televisão alemã ARD, em que é denunciada a continuidade de um sistema que estimula o doping no atletismo da Rússia.

1999 - É oficialmente fundada a Agência Mundial Antidopagem (AMA). Richard Pound é eleito presidente.

1999 - É oficialmente fundada a Agência Mundial Antidopagem (AMA). Richard Pound é eleito presidente.

© Lee Jae Won / Reuters

A agência refere que os seus dirigentes assistiram ao documentário e que estão "consternados pelas revelações", tratando de "um momento em que a confiança no desporto está muito delicada".

"Estas inquietantes afirmações fazem pouco para reforçar a confiança no sistema russo antidopagem quando os atletas limpos mais necessitam dele", afirma o presidente da AMA, o britânico Craig Reedie, na nota difundida.

Segundo o dirigente, "as acusações sugerem que, todavia, há muito trabalho para fazer na Rússia" e que a AMA vai necessitar de "cooperação plena e constante das autoridades russas para reverter os danos".

"Até que isso suceda, os atletas limpos não poderão confiar na existência de igualdade de condições", acrescenta.

Uma nova reportagem da Primeira Cadeia de Televisão Alemã (ARD) denunciou domingo a sobrevivência de um sistema no atletismo russo e que, segundo os autores do trabalho, torna difícil o levantamento da suspensão que pesa sobre aquele país, relativo à participação em competições internacionais.

Segundo o documentário, continuam a trabalhar treinadores suspensos pela Federação Internacional de Atletismo (IAFF) e que há permissividade do lado das autoridades desportivas locais relativamente aos atletas que usam substâncias ilegais.

A reportagem revela que Vladimir Mokhev, um dos treinadores suspensos, dirige atualmente um grupo de atletas na cidade de Gupkin, perto da fronteira ucraniana.

Pode ver-se ainda uma gravação em que o técnico Juri Gorejev oferece a um informador, que se lhe apresenta como atleta, algumas substâncias proibidas.

Num outro apontamento do documentário, uma atleta e a chefe da agência russa antidopagem, Julia Anzeliowitsch, combinam o melhor momento para entregar uma amostra num controlo, o que contraria os procedimentos que contemplam controlos sem aviso prévio.

A morte do ex-diretor da agência antidopagem russa, Nikita Kamayev, que escreveu um livro a denunciar o sistema de dopagem no seu país, que também ajudou a criar, é também aflorado na reportagem, nomeadamente os resultados da sua autópsia: "Oficialmente, foi paragem cardíaca, mas nem todos creem que foi uma morte natural".

Este trabalho jornalístico dá continuidade ao que denunciou o uso sistemático de doping no atletismo russo e que originou uma investigação da AMA, culminando com o impedimento dos atletas russos nas competições internacionais.

Essa suspensão estava dependente das reformas que os russos implementassem no sentido de abolir a utilização sistemática de substâncias proibidas.

Lusa

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