sicnot

Perfil

Desporto

Ex-ministra francesa do Desporto acusa Rafael Nadal de doping

A ex-ministra francesa do Desporto Roselyne Bachelot acusou na terça-feira o espanhol Rafael Nadal de se ter dopado e de ser essa a razão para a paragem do tenista por sete meses, em 2012, quando este alegou lesão.

© Marcos Brindicci / Reuters

"Sabe-se que a famosa lesão de Rafael Nadal, quando esteve inativo sete meses, se deve na realidade a um controlo positivo", afirmou a ex-ministra do governo de Nicolas Sarkozy num canal televisivo francês, acrescentando que a lesão no tendão rotuliano do joelho esquerdo era fictícia.

Responsável pela pasta de Saúde e Desporto, entre 2007 e 2010, Bachelot mostrou-se convicta de que as lesões prolongadas no ténis derivam de controlos positivos.

"Quando vês um jogador de ténis que para durante vários meses, é porque teve um controlo positivo. No ténis não se revelam resultados de doping, mas depois divulgam-se as longas lesões que deixam os jogadores muito tempo fora de prova", finalizou a ex-ministra francesa, em mais um episódio de acusações do país ao atleta de Maiorca.

Rafael Nadal detém o recorde de vitórias em Roland Garros, com nove triunfos, cinco deles consecutivos, e tinha garantido na quarta-feira "estar limpo e longe da tentação de fazer alguma coisa errada", afirmando que a russa Maria Sharapova, que acusou doping no último Open da Austrália, foi vítima de um "erro, mas que deveria ser punida".

"Quero acreditar que se tratou apenas de um erro e que Sharapova não o quis fazer de forma consciente. É um caso de negligência e deve ser punida", comentou na quarta-feira o atual número cinco do 'ranking' mundial.

O ex-número um mundial voltou a declarar-se inocente das acusações de doping lançadas em 2012 pela imprensa francesa, que apontavam os controlos positivos para o sucesso dos atletas espanhóis em várias modalidades, depois de Richard Gasquet, em 2009, ter sido suspenso provisoriamente por uso de cocaína.

Lusa

  • Mais de 50 milhões de italianos decidem futuro do país
    1:43

    Mundo

    Este domingo, está nas mãos de mais de 50 milhões de eleitores italianos o futuro do país. Mais do que um voto à reforma constitucional, o referendo terá consequências políticas diretas no Governo italiano. As urnas fecham às 23h00, 22h00 em Lisboa. Os primeiros resultados são esperados meia hora depois.