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Sara Moreira reconhece erro no Nacional de corta-mato

A atleta Sara Moreira assumiu hoje que cometeu um erro quando julgou que tinha cortado a meta como vencedora do Nacional de corta-mato, no domingo, e que a levou a desistir depois de alertada que faltava uma volta.

© Laszlo Balogh / Reuters

"As últimas horas foram particularmente difíceis para mim, procurei explicações onde não existiam e, depois de perceber que o que aconteceu no domingo foi um erro meu, resta-me seguir em frente e lutar pelos próximos objetivos", escreveu a atleta do Sporting na sua conta no Facebook.

A uma volta do fim, Sara Moreira estava lançada para conquistar o primeiro título nacional de corta-mato e levantou os braços, parando de correr, para celebrar. Alertada pelos juízes de que não tinha terminado, Sara Moreira não teve força anímica para continuar, desatando num choro compulsivo, afirmando depois que tinha ouvido o sino indicador da última volta na passagem anterior pela meta.

"Não posso seguir em frente sem antes, e em primeiro lugar, agradecer ao todos os juízes que atuaram na prova, que mesmo eu tendo colocado de forma inadvertida o seu trabalho em causa mostraram sempre uma postura correta e profissional", prosseguiu a atleta.

Os seus agradecimentos estendem-se também aos colegas de equipa e à estrutura do Sporting, pelo apoio e por terem compreendido o engano, bem como "à Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e ao seu presidente, que tudo fizeram para que eu ficasse com a situação esclarecida", e aos amigos e seguidores, pelas diversas mensagens de apoio.

"Obrigado a todos vós, sem exceção. Vamos à luta, que o Rio [de Janeiro] aproxima-se e não há tempo a perder. Muito obrigado por estarem comigo nos bons e nos maus momentos", concluiu a atleta.

Na segunda-feira, o presidente da FPA, Jorge Vieira, defendeu que "não houve um erro de ajuizamento, mas sim um erro de cálculo da própria Sara [Moreira}, que calculou mal as voltas que lhe faltava correr".

Jorge Vieira manifestou à atleta a sua solidariedade, a nível pessoal e institucional, "nestes momentos menos bons", por "não ter ajudado o seu clube para mais um título individual e para uma vitória coletiva" e relembra: "devemos aceitar que os campeões se fazem precisamente através do erro."

A desistência de Sara Moreira, 'crónica' segunda classificada nos últimos anos, permitiu a vitória da benfiquista Salomé Rocha e afastou mais o Sporting da luta pelo título coletivo, que só se definiu na última volta.

Sara Moreira tem mínimos olímpicos para a maratona dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, devendo ser uma das três atletas portuguesas na distância.

Lusa

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