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Jonas não imaginava que pudesse estar a lutar pela Bota de Ouro com Ronaldo

O futebolista do Benfica Jonas, convocado para a seleção brasileira, disse hoje que não imaginava que pudesse nesta altura estar a lutar pela Bota de Ouro com "dois adversários de outro mundo, como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi".

ESTELA SILVA

"No início da temporada não imaginei que pudesse estar a lutar pela conquista da Bota de Ouro. Nos últimos anos ficou entre Messi e Cristiano. Sei o quanto é difícil, mas faltam poucos jogos para acabarem as competições europeias. Levo desvantagem, porque em Portugal são apenas 34 jogos do campeonato. Seria um feito para os brasileiros, mas sabemos que os meus adversários são de outro mundo", disse Jonas durante uma conferência de imprensa na Granja Comary, centro de treinos da seleção 'canarinha'.

O avançado do Benfica abordou vários temas com os jornalistas brasileiros, entre os quais a eliminatória dos quartos de final da Liga dos Campeões frente ao Bayern de Munique: "Serão dois jogos bonitos, mas muito difíceis. O Bayern é um candidato a ganhar a Liga dos Campeões, mas o Benfica está a crescer como equipa e a expetativa é enorme. Se passarmos será histórico e vamos agarrar-nos a isso. Temos de fazer dois jogos brilhantes para avançar na competição."

Questionado sobre qual a posição em que o selecionador Dunga o irá colocar frente ao Uruguai, Jonas lembrou que no futebol moderno a maioria das equipas não utiliza um ponta de lança: "Contra equipas com defesas mais recuadas, os treinadores optam por jogar com um ponta de lança, mas, frente a adversários que jogam com as linhas mais subidas, preferem jogadores mais móveis. Eu também não sou um '9' puro, gosto de ir em busca da bola, porque a movimentação é intensa. Ficar preso na marcação só facilita a tarefa do adversário."

A propósito, lembrou que no Benfica joga "como segundo atacante ou terceiro homem do meio-campo, a fazer marcação sobre os médios interiores dos adversários", mas sem prejuízo "da liberdade que precisa para estar próximo do golo".

Quanto ao seu regresso à seleção 'canarinha', mostrou-se pragmático: "Há muito tempo que não era convocado, desde 2012. Não posso pensar no futuro, senão esqueço-me do que tenho de fazer no presente. Quero aproveitar ao máximo este momento e tentar ajudar a seleção para ganhar a confiança de todos."

Jonas ainda tem a memória fresca da última vez que envergou a amarelinha: "Entrei na parte final do jogo com a China, que o Brasil venceu por 8-0, em 2012. A lembrança de vestir esta camisola é boa. Sempre sonhei voltar à seleção, ter uma sequência maior. Sempre trabalhei para isso e seria um prémio individual. Quero agarrar a oportunidade para ter mais tempo com a seleção."

Em relação ao embate com o Uruguai, de qualificação para o Mundial 2018, admitiu que o Brasil beneficia com as baixas na defesa uruguaia de Godín e Gimenez, por serem "duros, fortes fisicamente e por nunca virarem a cara à luta".

O avançado do Benfica foi convocado à última hora por Dunga devido à baixa do seu companheiro e jogador do Liverpool Roberto Firmino.

A seleção canarinha permanecerá em Teresópolis até quinta-feira, altura em que partirá rumo a Recife, onde se vai disputar a partida frente ao Uruguai na próxima sexta-feira, a partir das 21:45.

Lusa

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