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Pinto da Costa admite que FC Porto "bateu no fundo" após a derrota com o Tondela

Pinto da Costa, presidente do FC Porto, admitiu hoje que o clube "bateu no fundo" e que se sentiu "envergonhado" no final do jogo com o Tondela, mas mostrou-se confiante em dar a volta ao mau momento.

(Arquivo)

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Lusa

O dirigente dos 'dragões', que se coloca do lado dos adeptos na altura da contestação às más exibições, referiu ainda que o intuito da sua recandidatura à presidência do clube tem o único fundamento de devolver a glória de outros tempos.

"A contestação sentia-a no final do encontro entre o FC Porto e o Tondela e naturalmente a compreendo, porque, como adepto do FC Porto, foi o dia em que me senti mais envergonhado com uma exibição do FC Porto. Como adepto, junto-me a todos aqueles que protestaram. Aceito e compreendo", começou por explicar o dirigente, em entrevista ao Porto Canal.

Pinto da Costa analisou ainda as notícias de alguns jornais diários, que referem um alegado ato de vandalismo à porta da sua casa, com lançamento de petardos.

"Petardos não têm nada a ver com contestação. A contestação que me importa é a dos adeptos do FC Porto no fim do jogo. Rebentar petardos às três e meia da manhã nada tem a ver com adeptos", distinguiu o presidente dos 'azuis e brancos'.

Pinto da Costa acrescentou ainda: "Há que não confundir a contestação dos adeptos com terrorismo. Uma coisa é contestação, outra é violência a roçar o terrorismo. Mas penso que só se não quiserem é que não se sabe quem é. Se os jornais receberam as fotografias - e não foram eles que fotografaram... Seria curioso que a PJ fosse averiguar como é que essas fotos chegaram aos jornais. Não confundo contestação - do qual faço parte - com terrorismo, às 03:30, em que é tirada uma foto por quem coloca os cartazes, estão lá dois minutos e depois aparecem nos jornais."

O dirigente mostrou-se preparado, no próximo mandato, para recuperar a mística perdida do clube, de forma a devolver os dias de glória de outros tempos.

"Não me candidatei como prémio do que ganhei. Isso é passado, está no museu. Candidatei-me, porque verifiquei que as coisas estão mal e é preciso voltar a pô-las como eram. Sinto-me capaz e tenho a certeza absoluta de que vamos dar a volta ao que está mal. Batemos no fundo, fizemos a radiografia e há que não repetir os erros", referiu.

Em relação ao que correu mal no futebol, o dirigente não hesita em apontar o dedo.

"Se calhar foi o excesso de poder que dei a Julen Lopetegui, pois deixei-o contratar jogadores que ele me garantia que fariam uma grande equipa. Alguns nem jogaram... Contratei jogadores que não conhecia, só por causa do parecer dele. A culpa é minha, porque confiei em quem não devia. Mas isso não volta a acontecer", esclareceu o dirigente.

Mas, para Pinto da Costa, já não há quaisquer dúvidas, "esta época acabou", e essa foi a mensagem que já passou ao plantel.

"Têm seis jogos, de 'pré-época', para mostrar quem tem valor e caráter para jogar aqui. Quem não mostrar, não fica no FC Porto, seja quem for. Estes jogos têm de ser de preparação para uma final que o FC Porto tem de ganhar e que é a Taça de Portugal. Tem importância, outros ganham a Taça da Liga e quase é feriado", disse ainda fazendo algumas revelações: "Está determinado que Rafa (a jogar na Académica) vai integrar o plantel, assim como Otávio (emprestado ao Vitória de Guimarães). Temos apostado na formação. Chidozie é agora titular e ainda é júnior."

Lusa

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