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Mulheres vão começar a competir nos 50 quilómetros de marcha

As mulheres vão competir pela primeira vez nos 50 km marcha de uma competição oficial, depois da IAAF anunciar a abertura a ambos os sexos da prova da próxima Taça do Mundo, a realizar em Roma em maio.

Olga Kaniskina, campeã olímpica dos 20 quilómetros marcha em Pequim2008, tricampeã mundial (2007, 2009 e 2011) e campeã europeia (2010). (Arquivo)

Olga Kaniskina, campeã olímpica dos 20 quilómetros marcha em Pequim2008, tricampeã mundial (2007, 2009 e 2011) e campeã europeia (2010). (Arquivo)

© Laszlo Balogh / Reuters

A decisão do conselho da IAAF abre caminho a que o calendário oficial de provas tenha, finalmente, o mesmo número de provas para homens e para mulheres, já que os 50 km marcha são a última exceção.

Em Roma, que recebe a Taça do Mundo a 07 e 08 de maio, ainda não haverá provas e classificações separadas, mas sim a possoibilidade de as mulheres competirem juntamente com os homens, sem distinção, concorrendo todos para a mesma classificação coletiva.

Não haverá, por agora, limite de participantes por sexo, sendo que cada país poderá inscrever sete concorrentes e competir com cinco.

Sebastian Coe, presidente da IAAF, congratula-se com a mudança, que vê como um dos últimos passos para "assegurar as oportunidades competitivas entre homens e mulheres".

"Nas últimas décadas assistimos à introdução de provas femininas de salto com vara e lançamento do martelo. Ainda que haja alguma diferença de medidas em provas como as barreiras, a prova de 50 km era a única que estava reservada apenas aos homens", acrescentou.

A decisão da IAAF surge como resposta a uma petição da marchadora norte-americana Erin Taylor-Talcott, que vê a alteração como "um passo enorme e surpreendente para os direitos das mulheres".

Lusa