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Suspensa acreditação do laboratório antidoping de Lisboa

A Agência Mundial Antidoping (AMA) suspendeu hoje a acreditação do laboratório de Lisboa, com "efeitos imediatos", proibindo-o de realizar qualquer análise de urina e sangue.

© Andy Clark / Reuters

A suspensão, que tem "efeito imediato", proíbe o laboratório de realizar quaisquer atividades antidoping relacionadas com a AMA, incluindo todas as análises de amostras de urina e sangue, esclarece a AMA, contudo sem especificar os motivos da sua deliberação.

No mês de março passado, Rogério Joia, presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADOP), reconhecia, ao jornal A Bola, ter conhecimento de que o laboratório corria o risco de ser suspenso, mas manifestou-se esperançado em resolver a situação.

A falta de independência do laboratório, os atrasos dos resultados dos relatórios e falhas na aplicação de métodos obrigatórios para deteção de substâncias foram alguns dos problemas apontados pela AMA e que já tinham sido comunicados ao ADoP.

Por motivos semelhantes - e vários outros, incluindo a comprovação de doping sistemático no atletismo russo e más práticas do seu centro de análises -, a acreditação também foi retirada, hoje, ao laboratório de Moscovo.

Nos termos do artigo 13.7 do Código Mundial AntiDoping, o laboratório poderá apelar da decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) no prazo de 21 dias a contar da receção da notificação.

De acordo com a Norma Internacional para Laboratórios (ISL), a AMA é a responsável pela acreditação e re-acreditação de laboratórios antidoping, garantindo assim que eles mantêm os mais altos padrões de qualidade.

Este processo de monitorização é realizado em conjunto com avaliação ISO pelos organismos de acreditação nacionais independentes que são membros plenos do Laboratório de Cooperação Internacional de Acreditação (ILAC).

Sempre que um laboratório não respeita os requisitos ISL, a AMA pode suspender a sua acreditação.

Uma futura decisão relativa à possível revogação da acreditação do laboratório será feita pelo comité executivo da AMA.

Lusa

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