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Elisabete Jacinto retoma Rali da Líbia depois de acidente em dunas

A piloto portuguesa Elisabete Jacinto retomou hoje a sua participação no Rali da Líbia em todo-o-terreno, depois de o camião MAN TGS ter ficado virado ao tentar ultrapassar as dunas do Erg Chegaga, em torno de Mahmid.

(Arquivo)

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PAULO DUARTE / AP

"Neste momento, já saíram daquela zona do deserto e sabemos que estão a fazer os possíveis para chegar ao acampamento. Esperamos que consigam chegar a bom porto. Estamos tristes com esta situação, mas, apesar de tudo, ficámos bastante satisfeitos com as alterações que o camião sofreu", referiu, citado em comunicado, o diretor da equipa, Jorge Gil.

Depois de no domingo ter assumido a liderança do Rali da Líbia, ao vencer a terceira etapa da prova, hoje, ao quilómetro 55 da quarta etapa, "ao atravessar uma série de dunas altas, a areia mole cedeu e o camião acabou por resvalar e cair", refere o comunicado.

Duas horas depois, o camião acabaria por ser colocado de pé, com a ajuda dos holandeses da Mammoet Rallysport, mas, posteriormente, foi detetado um problema mecânico que obrigou os portugueses a permanecer no deserto até serem ajudados pela sua assistência -- que acabaria por chegar apenas cinco horas depois.

"Os resultados obtidos nos últimos dias são o espelho do bom trabalho que tem sido desenvolvido. Sinto orgulho da equipa pela forma rápida, pronta e profissional com que reagiram a esta situação tão complexa", comentou Jorge Gil.

A quinta etapa do Rali da Líbia disputa-se na terça-feira entre Mhamid e Merzouga.

Serão cumpridos 337 quilómetros ao cronómetro entre Oueds, montanhas, vales, pistas de areia e dunas, incluindo a travessia das dunas do Erg Chebbi, pouco antes do acampamento em Merzouga.

Lusa

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