sicnot

Perfil

Desporto

Boavista precisa de "muita calma e muita paciência" com o Belenenses

O treinador do Boavista, Erwin Sanchez, aconselhou hoje "muita calma e muita paciência" à sua equipa na receção ao Belenenses, na sexta-feira (20:30), para a 31.ª jornada da I Liga Portuguesa de futebol.

© David Mercado / Reuters

Erwin Sanchez anteviu o jogo como sendo "extremamente importante" para as cores 'axadrezadas', atendendo a que os seus "adversários diretos também têm jogos muito complicados", e referiu que o oponente de sexta-feira "ataca bastante e joga muito bem".

"Mas se a gente não fizer o nosso trabalho bem feito não podemos estar à espera dos outros resultados", continuou, sustentando que o Boavista tem de se concentrar no seu trabalho e "isso, mais uma vez, terá de ser bem feito, com muito calma e muita paciência".

O Belenenses, que pratica um futebol ofensivo, "utiliza o mesmo sistema tanto em casa como fora e é uma equipa que ataca bastante e joga muito bem".

Sanchez também foi confrontando com notícias sobre a sua possível substituição no final desta época, tendo comentado que, "nesta altura do campeonato, tudo pode acontecer".

"Se tivesse chegado ontem ao futebol ficaria preocupado e desagradado. Podia dizer muitas coisas sobre isto, mas para mim não tem sentido e não vale nada", afirmou, realçando que, mesmo que não tenha garantia de que não irá continuar, o assunto não lhe interessa.

As arbitragens, na perspetiva de que têm lesado o Boavista, também voltaram a ser focadas. "Não gosto de falar de arbitragem, pelo simples facto de não me querer imiscuir no trabalho de terceiras pessoas, porque também não gostaria que eles falassem mal da minha equipa", reafirmou.

O treinador, contudo, não se ficou por aí e acrescentou que "contra factos não há argumentos e os números valem o que valem".

"Se tivéssemos esses pontos não estávamos neste lugar, estaríamos noutra situação. Continuo a achar que cada equipa tenta fazer o melhor em campo. Nunca pus em questão o trabalho de um árbitro por causa de um resultado. Pode ajudar a que esse resultado não seja o melhor. Mas isso já passou e não podemos fazer nada. Está feito", analisou.

Sanchez recomenda que o Boavista deve focar-se nos últimos quatro jogos "e esperar que as coisas sejam diferentes".

Depois de outra derrota nos instantes finais, desta vez, com o Estoril-Praia, por 1-0, na ronda anterior, "o moral da equipa está bem e os jogadores têm sabido reagir".

O Boavista marcou 21 golos em 30 jogos. Sanchez concorda que é muito pouco, mas diz que isso "seria preocupante" se a equipa não tivesse chegado com perigo às balizas contrárias.

"Nós temos chegado. Até penaltis já falhamos. Já perdemos muitas oportunidades de fazer golos. Não gosto que a minha equipa tenha poucos golos, é verdade, mas não fico preocupado, porque a equipa chega com perigo à baliza adversária", considerou.

O que tem falhado nesse capítulo específico é "um pouco de tudo," em sua opinião. "As circunstâncias da própria classificação faz com que os próprios jogadores não estejam tão afinados como estariam noutra altura", completou.

O Boavista, 15.º e antepenúltimo classificado, com 26 pontos, recebe sexta-feira (20:30) o Belenenses, 10.º, com 37 pontos, no jogo inaugural da 31.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, para o qual foi nomeado o árbitro Bruno Esteves, da Associação de Futebol de Setúbal

Lusa

  • Videoamador mostra grupo a atar tocha a um touro
    1:33
  • PJ investiga forma como o FC Porto obteve os e-mails
    1:58

    Desporto

    Enquanto o campeonato português de futebol está de férias do relvado, nos bastidores continua uma guerra aberta por causa dos e-mails. O FC Porto entregou à Polícia Judiciária toda a documentação disponível do chamado caso dos e-mails, que envolve o Benfica num alegado esquema de corrupção. O pedido foi feito pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ. A forma como o FC Porto obteve os e-mails também está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

  • Manifestantes bloquearam Caracas

    Mundo

    Milhares de pessoas bloquearam esta sexta-feira as ruas de Caracas e de outras cidades, em protesto contra a repressão e o assassinato de manifestantes pelas forças de segurança.