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Refugiado sírio transportou chama olímpica em Atenas

Ibrahim al-Hussein, um refugiado sírio de 27 anos que perdeu parte de uma perna na guerra, transportou hoje a chama dos Jogos Olímpicos Rio2016, durante a passagem do fogo por um campo de migrantes de Atenas.

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Envergando a camisola oficial branca com manchas amarelas Rio2016, Ibrahim al-Hussein acendeu a sua tocha na do presidente do Comité Olímpico da Grécia, Spyros Kapralos, durante a passagem pelo campo de refugiados de Eleonas, que acolhe 1.620 pessoas.

"É uma honra para mim, é formidável não só para mim, mas para todos os refugiados", afirmou.

A passagem da chama olímpica pelo campo de refugiados foi uma promessa feita em finais de janeiro pelo presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, que também anunciou a participação de uma delegação de atletas refugiados nos Jogos do Rio de Janeiro (05 a 21 de agosto).

Ibrahim al-Hussein, atualmente instalado na Grécia, mostrou ser o candidato ideal para fazer o percurso de 200 metros. "Os organizadores desejavam um refugiado que tivesse obtido asilo e que fosse um grande desportista", explicou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Eletricista na Síria, Ibrahim al-Hussein, originário da zona problemática de Deir Ezzor, perdeu o pé direito num bombardeamento, antes de rumar à Grécia deixando para três 13 irmãos e irmãs.

Nadador de competição na Síria e judoca, Ibrahim faz tempos bastante competitivos na natação e pratica basquetebol em cadeira de rodas quase todos os dias, ao mesmo tempo que serve num restaurante.

A antiga atleta portuguesa Rosa Mota, medalha de ouro da maratona em Seul1988, foi uma das pessoas que transportou hoje a chama olímpica durante parte do percurso entre Maratona e Atenas. A tocha foi acesa na quinta-feira, na antiga cidade de Olímpia, e chegou hoje à capital grega, onde Rosa Mota venceu a sua primeira maratona, precisamente, na prova que marcava a sua estreia na distância, nos Europeus de 1982.

"Este local é especial, teve um grande impacto na minha vida e fez de mim a pessoa que sou hoje. Regressar aqui para transportar a tocha olímpica fez-me reviver muitas memórias felizes", disse Rosa Mota, em comunicado divulgado pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), da qual é vice-presidente.

Da Grécia, a tocha segue para a sede do Comité Olímpico Internacional (COI), em Lausana (Suíça), estando marcada para 03 de maio a chegada ao Brasil, onde percorrerá 328 cidades de todos os estados até chegar ao Rio de Janeiro.

Lusa

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