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Benfica confirma solicitação de documentação pela PJ e que o clube não é visado

O Benfica confirmou hoje à Agência Lusa que a Polícia Judiciária solicitou "documentação em relação a duas transações efetuadas com terceiros, no âmbito de uma operação de investigação em que a Benfica SAD não é visada".

(Arquivo)

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Andrew Medichini / AP

O clube da Luz acrescentou também que "toda a documentação solicitada foi facultada".

Durante a manhã, fonte policial adiantou à Lusa que a SAD de Benfica, Sporting e Sporting de Braga estavam a ser alvo de buscas pela PJ, numa investigação ligada a negócios realizados por estas com a SAD da União de Leiria, envolvendo jogadores de futebol.

Segundo esta fonte, as três SAD - Benfica, Braga e Sporting - "não são alvo de investigação", uma vez que esta está centrada na SAD da União de Leiria, devido às negociações realizadas com aqueles três clubes.

A fonte precisou, na mesma ocasião, que existem suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente de crime organizado da Rússia, com passagem por um país do Báltico, que depois seria investido na SAD da União de Leiria.

Também segundo fonte da PJ à Lusa, as autoridades constituíram, até ao momento, seis arguidos no decorrer das buscas realizadas à SAD da União de Leiria, do Sporting e do Benfica, e estádio do Braga, na 'Operação Matrioskas'.

O empresário russo Alexander Tolstikov, presidente da SAD da União Desportiva de Leiria, a SAD e o clube são três dos arguidos, além de outras três pessoas, "com relações ao presidente da SAD da União de Leiria e à própria SAD deste clube", que também foram constituídas arguidas, adiantou a fonte da PJ.

A mesma fonte admitiu que possam vir a ser constituídos mais arguidos no decorrer da operação, uma vez que a investigação ainda está em curso.

"A investigação desenvolve-se desde o início de 2015, tendo por objeto a presumível prática de crimes de branqueamento, fraude fiscal, falsificação de documentos e associação criminosa por parte de cidadãos nacionais e estrangeiros, correlacionados com a atividade desportiva", explica a PJ, em comunicado.

As diligências da investigação decorreram nas regiões de Leiria, Lisboa e Braga, mediante execução de 22 buscas domiciliárias e não domiciliárias, as quais permitiram, segundo a nota da PJ, "apreender material com relevante interesse probatório e subsequente constituição de pessoas individuais e coletivas como arguidas".

Em comunicado, a Procuradoria-geral da República (PGR) conta que as buscas envolveram 22 equipas da PJ, abrangeram os estádios de futebol de Braga e Leiria, a SAD da União de Leiria, do Sporting Clube de Portugal e do Sport Lisboa e Benfica, bem como residências particulares, empresas, veículos, escritórios de contabilidade e um escritório de advocacia.

Além da PJ, nas buscas participaram um magistrado do Ministério Público, um juiz e um representante da Ordem dos Advogados.

Lusa

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