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Presidente da União de Leiria diz que "não há fumo sem fogo"

O presidente da comissão de gestão da União de Leiria assumiu hoje estar "surpreendido" com a investigação à SAD por presumível prática de crimes de branqueamento, fraude fiscal, falsificação de documentos e associação criminosa, mas admitiu que "não há fumo sem fogo".

Estádio Municipal de Leiria. (Reuters)

Estádio Municipal de Leiria. (Reuters)

© Nacho Doce / Reuters

Em declarações à Lusa, Rui Lisboa afirmou que "não fazia a menor ideia do que se estava a passar", acrescentando que o clube está "muito tranquilo", apesar de ser arguido no âmbito da 'Operação Matrioskas', investigação da Polícia Judiciária que conduziu à detenção do presidente da SAD, o russo Alexander Tolstikov, de um assessor e do diretor financeiro na terça-feira à noite.

"Ficou patente ontem [terça-feira] que estamos disponíveis para colaborar com as autoridades. Penso que têm consciência da nossa inocência. O clube só é constituído arguido por ter tido negócios com esse senhor [Alexander Tolstikov]. Mas não há nenhum motivo que nos faça estar preocupados", disse hoje Rui Lisboa.

Para o líder do clube, "até serem julgados, os administradores da SAD estão inocentes". "Não sabemos se são culpados ou não. Mas não há fumo sem fogo", sublinhou o dirigente, considerando que "o clube merece uma explicação da parte da SAD", cuja equipa de futebol diputa o Campeonato de Portugal (terceiro escalão).

"Estamos muito tranquilos, mas não deixa de ser chato ver o nome do clube envolvido nisto. Não sabíamos desta situação nem tínhamos como saber que esta investigação estava em curso. Vamos esperar por explicações e depois tomaremos as nossas decisões e iniciativas", sublinhou.

Rui Lisboa, que representa o clube na SAD, aponta algum secretismo ao funcionamento da sociedade desde que o capital é maioritariamente russo, desde julho de 2015.

"São muito fechados, decidem tudo sozinhos. Tentam reunir-se sempre apenas com as pessoas da confiança deles. Pensei que fosse por uma questão cultural e até já tínhamos mostrado por mais de uma vez desagrado com esta situação. O acordo que havia era para a gestão conjunta, mas a partir do momento em que ficaram em maioria, até as contratações de jogadores sabíamos apenas pela comunicação social", contou.

Quanto à equipa sénior, que está em quarto lugar na fase de subida sul do Campeonato de Portugal, o presidente da comissão de gestão do clube admite não saber o que lhe vai acontecer.

"Depois de toda esta desestabilização, espero que os jogadores se galvanizem e mostrem todo o brio e profissionalismo. Faltam dois jogos, espero que se transcendam, ganhem e conduzam a equipa à subida", afirmou.

Na terça-feira, as três detenções ocorreram horas depois de as autoridades terem realizado buscas à SAD da União de Leiria, do Sporting e do Benfica, e no estádio do Sporting de Braga, estes três por negócios com a primeira, envolvendo jogadores de futebol.

Fonte policial disse então à Lusa que as SAD de Benfica, Sporting e Sporting de Braga "não são alvo de investigação", uma vez que esta está centrada na SAD da União de Leiria, por suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente de crime organizado da Rússia, com passagem por um país do Báltico, que depois seria investido naquela sociedade.

"A investigação desenvolve-se desde o início de 2015, tendo por objeto a presumível prática de crimes de branqueamento, fraude fiscal, falsificação de documentos e associação criminosa por parte de cidadãos nacionais e estrangeiros, correlacionados com a atividade desportiva", explicou a PJ, em comunicado emitido na terça-feira.

Lusa

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