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A 10ª vez em que Benfica e Sporting lutam os dois pelo título na última ronda

O Benfica e o Sporting podem ambos chegar ao título na última ronda da I Liga de futebol 2015/16, cenário que se verifica pela 10ª vez e sétima sem terceiros, o que já não acontecia desde 1973/74.

Leo e Bueno no Sporting-Benfica a 1 de dezembro de 2006

Leo e Bueno no Sporting-Benfica a 1 de dezembro de 2006

© Nacho Doce / Reuters

Nas últimas quatro décadas, os dois clubes lisboetas só por uma vez surgiram, em simultâneo, na última ronda com possibilidades de chegar ao cetro, em 2006/07, mas estavam então atrás do FC Porto.

A dois, numa luta a solo, Benfica e Sporting discutiram pela última vez o título há 42 anos, com os leões a partirem um ponto à frente dos então tricampeões nacionais em título e a conquistarem o cetro.

Um triunfo no Barreiro por 3-0, com tentos de Baltasar, Nélson e Yazalde, selaram o cetro da equipa de Alvalade, que acabou com mais dois pontos do que o Benfica, empatado a dois no reduto do Vitória de Setúbal.

Os leões também levaram a melhor em 1947/48, 51/52 e 65/66, partindo da frente, enquanto o Benfica não desperdiçou a liderança em 42/43 e 67/68.

A três, os encarnados superiorizaram-se em 1937/38, batendo FC Porto e Sporting, e, em 54/55, com o Belenenses como terceiro elemento na corrida ao cetro, também saíram vencedores, mas, então, partindo da segunda posição.

A 24 de maio de 1955, um golo de Martins, aos 86 minutos, selou o empate do Sporting no reduto do Belenenses (2-2) e ofereceu o título ao Benfica (3-0 ao Atlético), no que foi a única mudança de líder nas nove ocasiões em que leões e águias discutiram o cetro na última ronda.

Na história do campeonato nacional de futebol, a época de 1954/55 foi mesmo a única em que o líder mudou na última jornada da prova, que se decidiu no último suspiro em 25 ocasiões.

No que respeita aos duelos apenas a dois, o primeiro aconteceu em 1942/43, com o Benfica a segurar um ponto de vantagem, ao vencer Académica por 4-3, em Coimbra, enquanto o Sporting goleou fora o Unidos do Barreiro por 7-3.

Cinco anos volvidos, o cenário era o oposto e o Sporting também não falhou: bateu fora o Lusitano de Vila Real de Santo António por 4-1 e manteve-se à frente do Benfica (2-0 ao Olhanense) devido ao confronto direto, a um recente 4-1 na Luz, com póquer de Peyroteo. Ambos somaram 41 pontos.

Em 1951/52, o Sporting entrou para a última ronda com os mesmos 39 pontos de há quatro anos e voltou a ganhar, desta vez por 2-1, ao Belenenses, no Restelo. O Benfica ganhou ao FC Porto por 2-0, mas só pôde ser segundo, a um ponto.

Depois da reviravolta, a três, em 1954/55, os leões voltaram a chegar um ponto à frente à última ronda em 1965/66 e não cederam: ganharam 2-1 ao Varzim, na Póvoa, tirando total relevância ao 3-1 do Benfica no Restelo.

Dois anos depois, foi a vez de o Benfica atingir a última ronda na liderança, com dois pontos de avanço, que ainda não lhe valiam o título devido à desvantagem no confronto direto.

Mas, a formação encarnada recebeu cilindrou o Varzim por 8-0, com seis tentos de Eusébio, que conquistaria a primeira Bota de Ouro da história, com um total de 42 golos. O Sporting perdeu 4-0 em Belém.

Com Lusa

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