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Alexis Santos leva Portugal a um pódio europeu de natação passados 31 anos

O português Alexis Santos conseguiu hoje o ponto mais alto da sua carreira, ao ser medalha de bronze na final dos 200 metros estilos dos campeonatos da Europa de natação, que se estão a disputar em Londres.

Matt Dunham

O resultado é também histórico para a natação portuguesa, que há 31 anos não alcançava um pódio em Europeus de piscina longa - o anterior foi o de Alexandre Yokochi, nos 200 metros bruços em Oslo'85.

Num dia muito positivo para a natação lusa, que colocou outros dois atletas em meias-finais e Diogo Carvalho em quinto, também nos 200 metros estilos, Alexis Santos voltou a superar-se, a exemplo do que acontecera na véspera, terminando a sua prestação com um novo recorde pessoal de 1.59,76.

Fazendo um prova em crescendo, só na última piscina, em estilo livre (crawl), Alexis Santos embalou para a medalha, completando um pódio em que também estão o favorito grego Andreas Vazaios (1.58,18) e o israelita Gal Nevo (1.59,76).

Já apurado para os Jogos Olímpicos, o português esteve em pleno nestes Europeus de Londres, ao bater por duas vezes o seu recorde pessoal, primeiro para 1.59,90, nas séries de terça-feira, e agora para os 1.59,76, aproximando-se mais do recorde nacional de 1.59,33, de Diogo Carvalho.

Alexis Santos, de 24 anos, prescindiu hoje de participar nas séries de 50 metros costas, prova em que é recordista nacional, e ainda tem nova oportunidade para brilhar em Londres, domingo, dia em que se realizam as séries e a final dos 400 metros estilos - de que também é recordista.

Para o nadador do Sporting, este é o melhor resultado da carreira, superando o oitavo lugar na final do Europeu de há dois anos.

Ao contrário de Alexis Santos, Diogo Carvalho começou muito forte, em mariposa e costas, quando seguia em segundo, para depois estar menos bem na parte final, ficando a um centésimo apenas do quarto lugar, com 2.00,29, um pouco mais lento do que fora nas meias-finais.

Tal como Alexis, também Diogo Carvalho já tinha obtido os mínimos olímpicos para o Rio de Janeiro, agora plenamente confirmados. Igualmente para se concentrar na final, dispensou as eliminatórias dos 200 metros mariposa.

Em bom plano também esteve Nuno Quintanilha, semi-finalista nos 200 metros mariposa, terminando em 15.º com 1.59,10, ligeiramente acima dos 1.58,74 das séries da manhã.

O mesmo registo positivo teve Victoria Kaminskaya, igualmente semi-finalista, nos 200 metros estilos, finalizando em 14.ª, com 2.16,00, isto depois de ter obtido 2.15,64 nas séries, a 17 centésimos do seu recorde nacional.

A nível internacional, o grande resultado da jornada aconteceu nos 1.500 metros livres, com o italiano Gregorio Paltrinieri a retirar mais de cinco segundos ao seu recorde da Europa, que passou a ser de 14.34,04, o que o deixa a três segundos do recorde mundial do chinês Sun Yang.

Lusa

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