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SAD do FC Porto regista prejuízo de 37,9 ME no terceiro trimestre fiscal

A SAD do FC Porto registou perdas na ordem dos 37,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do exercício fiscal de 2015/2016, segundo comunicado enviado na terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Estádio do Dragão (Arquivo)

Estádio do Dragão (Arquivo)

PAULO DUARTE / AP

Os resultados destes nove meses contrastam com os verificados em período homólogo do ano passado, embora, nesse caso, também tenham sido negativos, mas significativamente inferiores: 7,88 milhões de euros.

A diferença sente-se ainda no último trimestre de cada exercício, com o de 2015/2016 a registar perdas de 20,8 milhões de euros, contra os 553 mil euros positivos no períopdo homólogo anterior.

Segundo os 'dragões' a queda de 30 milhões de euros face ao período homólogo deve-se "à dominuição dos proveitos operacionais", que, por sua vez, e excluindo proveitos com passes de jogadores, registaram uma quebra de 13,9 milhões de euros, "atingindo agora os 57,367 milhões, fundamentalmente devido à diminuição das receitas obtidas pela participação em provas europeias".

A SAD 'azul e branca' salienta ainda que, "apesar de os custos operacionais, excluindo custos com passes, crescerem ligeiramente no período em análise, os encargos salariais descem 704 mil euros".

Quanto ao capital próprio consolidado, os 'dragões' revelam que este atingiu "os 46,037 milhões em 31 de março de 2016, o que representa uma queda de 37,067 milhões face a 30 de junho de 2015, devido à incorporação do resultado líquido obtido no período".

O documento acrescenta que, além disso, o "ativo líquido diminui 6% após o fecho das últimas contas anuais, atingindo agora os 336,894 milhões, pela diminuição dos valores a receber de clientes e do montante em caixa, ainda que o valor contabilístico do plantel tenha crescido 12,786 milhões neste exercício".

Em relação ao passivo total, é referido que este atinge os 290,857 milhões de euros, o que representa um aumento de 5% face a 30 de junho de 2015, mas a entidade portista salientou ainda que "o passivo remunerado diminuiu 7,698 milhões neste período".

Lusa

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