sicnot

Perfil

Desporto

Conselho de Justiça considera conduta violenta o gesto de Slimani sobre Samaris

O acórdão do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) revela que a punição, com um jogo de suspensão, ao argelino Slimani, do Sporting, se deveu a "conduta violenta" sobre o grego Samaris, do Benfica.

ESTELA SILVA

A decisão do CJ, hoje tornada pública, e que se refere ao lance entre os dois jogadores, em jogo da Taça de Portugal, a 21 de novembro do ano passado e vencido pelo Sporting, por 2-1, surge na sequência de um recurso dos encarnados, após absolvição do argelino em sede de Disciplina da Liga.

Os juízes federativos, porém, não consideraram globalmente a acusação encarnada, que apontava para agressão do jogador, tendo concluído que Slimani foi protagonista de "conduta violenta", aplicando-lhe a sanção prevista no artigo 154.º do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), ou seja, quando "atua com força excessiva ou violência contra um adversário quando não estão a disputar a bola".

Foi precisamente a diferença conceptual entre agressão e conduta violenta que motivou várias páginas do acórdão do CJ, que dá como provado o gesto irregular de Slimani sobre Samaris, a sua intenção em o afastar com risco para a sua integridade física, assim como o facto de os árbitros do encontro, liderados por Jorge Sousa, não terem visto o lance, podendo o mesmo ser apreciado com recurso a imagens televisivas.

Em suma, esta decisão do CJ revoga a deliberação do Conselho de Disciplina, de 8 de abril, que julgou improcedente a acusação benfiquista e, em consequência, absolveu Islam Slimani, mas não deu como provada a intenção do argelino em agredir o adversário.

"Factos não provados: que o arguido tenha corrido na direção do jogador do Benfica, atingindo-o com o braço direito na nuca e agindo livre e conscientemente", lê-se.

Segundo o CJ, "perante as dúvidas sobre a existência de uma intenção de agredir, fica afastada a possibilidade de enquadrar a conduta do jogador Islam Slimani no artigo 151.º do Regulamento Disciplinar", que pune as agressões.

"Mas, a factualidade provada, em que o gesto com o braço contra a nuca do jogador Andreas Samaris foi praticado com a intenção de o afastar mas criou risco para a integridade física deste", o que integra os pressupostos do artigo 154.º, que define a conduta violenta.

Recordamos que, para o CD da Liga, não tinha ficado provado que Slimani tenha corrido na direção de Samaris e o tenha atingido com o braço direito na nuca, agindo de forma livre e consciente.

Depois observar as imagens do encontro e após ouvir Jorge Sousa, árbitro do encontro, o CD também entendeu que nenhum dos elementos da equipa de arbitragem - assistentes e quarto árbitro incluídos - viu a situação, contrariando a defesa de Slimani.

Lusa

  • A fuga dos PIDES
    1:16

    Perdidos e Achados

    Ao final do dia 29 de Junho de 1975, 89 agentes da PIDE fugiam da cadeia de Vale de Judeus, em Alcoentre. Mais de 40 anos depois, Perdidos e Achados recupera um dos acontecimentos do Verão Quente em Portugal. Hoje no Jornal da Noite e conteúdos exclusivos no site.

    Hoje no Jornal da Noite

  • Uma volta a Portugal. De bicicleta mas sem licra

    País

    Um grupo de professores propõe-se a repetir o percurso da 1.ª Volta a Portugal em Bicicleta, 90 anos depois. Não se trata de uma corrida, pelo contrário querem provar que qualquer um o pode fazer e promover o uso da bicicleta como meio de transporte pessoal. “Dar a volta” parte para a estrada esta quarta-feira, de Lisboa a Setúbal, tal como em 26 de abril de 1927.

    Ricardo Rosa

  • Casa Madonna di Fatima em Roma é um lar de idosos com 9 irmãs portuguesas
    4:29

    Mundo

    A mais antiga igreja dedicada à Senhora de Fátima em Roma tem mais de 50 anos. Foi construída pelas franciscanas hospitaleiras do Imaculado Coração, uma congregação fundada em Portugal. Hoje, as religiosas portuguesas gerem um lar na mesma rua, mas o templo foi entregue a uma congregação italiana.