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Djokovic e Murray na final de Roland Garros

Novak Djokovic e Andy Murray qualificaram-se hoje para a final de Roland Garros, garantindo um vencedor inédito no quadro masculino, com Serena Williams a ficar a um triunfo do recorde de vitórias em torneios do 'Grand Slam'.

Andy Murray

Andy Murray

© Benoit Tessier / Reuters

Tal como aconteceu no primeiro 'major' da temporada, o Open da Austrália, os dois primeiros do 'ranking' mundial voltam a discutir a final, desta feita num torneio que ainda não está no palmarés de nenhum dos dois.

O sérvio Novak Djokovic, número um mundial, não deu qualquer hipótese ao austríaco Dominic Thiem, 15.º do 'ranking', impondo-se por 6-2, 6-1, 6-4, em uma hora e 50 minutos.

Esta será a quarta final na terra batida parisiense para Djokovic, que procura ser o oitavo tenista a completar o 'Grand Slam' de carreira, tendo perdido na final do 'major' francês em 2012, 2014 e 2015.

"Joguei o melhor ténis do torneio até agora. Agora estou na situação em que sempre sonho estar em todas as temporadas, na final de Roland Garros", disse Djokovic.

Djokovic vai agora defrontar o britânico Andy Murray, segundo da hierarquia mundial, naquele que será o 34.º confronto entre ambos, com clara vantagem para o sérvio, que venceu 23 vezes, embora tenha sido derrotado no último encontro, no Masters 1000 de Roma, também disputado em terra batida.

Para atingir pela primeira vez a final de Roland Garros, Murray afastou o campeão em título, o suíço Stanislas Wawrinka, por 6-4, 6-2, 4-6 e 6-2, em duas horas e 38 minutos.

"Sabia que se queria ganhar tinha de jogar um dos meus melhores encontros em terra batida. O recorde do Stan aqui nos últimos anos era incrível", referiu.

Depois de ter 'caído' nas meias-finais nas últimas três edições, Murray conseguiu quebrar a 'maldição' e tornar-se no primeiro britânico a chegar à final de Roland Garros na Era Open.

No quadro feminino, a norte-americana Serena Williams, número um do mundo, atingiu pela quarta vez a final de Roland Garros e ficou a uma vitória de igualar o recorde na Era Open de 22 títulos do 'Grand Slam' da alemã Steffi Graff, alcançado há 17 anos, também em Paris.

Para atingir a final, Serena, que venceu as três finais em que esteve, afastou a holandesa Kiki Bertens, 58.ª da hierarquia, por 7-6 (9/7), 6-4, em uma hora e quarenta minutos.

A espanhola Garbine Muguruza será o último obstáculo para Serena Williams, sendo que a número quatro mundial foi a única a vencer a norte-americana nos últimos quatro anos em Roland Garros, quando afastou a líder do 'ranking' na segunda ronda em 2014.

"Ela joga de forma muito agressiva e vai procurar os pontos. A última vez que nos encontrámos [em Roland Garros], ela venceu. Detesto perder, mas, quando acontece, espero que valha a pena", disse Serena.

Contudo, essa foi mesma a única vitória de Muguruza sobre Serena, que venceu os outros três confrontos, o último dos quais na final de 2015 de Wimbledon.

Para chegar à sua primeira final, Muguruza afastou a australiana Samantha Stosur, 24.ª da hierarquia e finalista de Roland Garros em 2010, por 6-2 e 6-4, assegurando que aprendeu muito com a derrota no torneio de relva de Londres frente a Serena.

"Aprendi como controlar as minhas emoções dentro do 'court' e fora dele. Eu penso que isso é muito importante, porque, às vezes, não é muito bom mostrá-las [as emoções] ou não as controlar. Por isso, num torneio como este tens de estar muito focada", disse Muguruza, a primeira espanhola a chegar à final do 'major' francês depois de Conchita Martinez em 2000.

A suíça Martina Hingis e o indiano Leander Paes venceram o torneio de pares mistos, depois de derrotarem a indiana Sania Mirza e o croata Ivan Dodig, segundos cabeças de série, por 4-6, 6-4, 10-8.

Lusa

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