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Polícias em protesto dizem que quem for ao Rio 2016 "não está seguro"

Um grupo de cerca de 100 agentes policiais e bombeiros realizaram hoje um protesto no aeroporto internacional do Rio de Janeiro, Brasil, alertando para os riscos de segurança na cidade durante os Jogos Olímpicos.

© Paulo Whitaker / Reuters

Carregando cartazes escritos em inglês onde se lia as frases "Bem-vindo ao inferno!" ou "Quem vier para o Rio não estará seguro", os manifestantes que se juntaram no Aeroporto Internacional Tom Jobim protestavam contra atrasos no pagamento dos salários e a mudança na data do pagamento, exigindo melhores condições de trabalho.

Os manifestantes também carregavam bonecos vestidos com o uniforme da polícia para representar os 54 agentes policiais mortos no Rio de Janeiro só em 2016.

No ato que aconteceu no início da manhã, os policiais também gritavam frases de repúdio ao governador em exercício, Francisco Dornelles, e ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.

Os policiais e bombeiros também disseram que pretendiam denunciar a estrutura precária de trabalho.

Desde novembro do ano passado que o Estado do Rio de Janeiro enfrenta uma grave crise económica que levou o Governo local a decretar um estado de calamidade financeira.

Um plano de emergência foi autorizado pelo Governo federal na semana passada para liberar 833 milhões de euros, dinheiro que deve ser usado para pagar os salários em atraso dos funcionários públicos e reformados.

O Rio de Janeiro será a primeira cidade sul-americana a receber uns Jogos Olímpicos, mas agora que as instalações desportivas e estádios estão prontos, a segurança pública tornou-se num grande problema.

Na sexta-feira, material televisivo dos canais de TV alemão ARD e ZDF foi roubado, tendo sido mais tarde recuperado.

Os eventos desportivos do Rio2016 contarão com 65.000 agentes policiais e 20.000 soldados (o dobro das forças usadas nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012), que serão mobilizados para a segurança. Parte deste contingente deve ser enviado às favelas da cidade.

Lusa

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    Correspondente SIC