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Rússia anuncia suspensão de visados no relatório sobre escândalo de doping

A Rússia anunciou hoje que os responsáveis visados no relatório que dá conta da existência de um programa de dopagem no desporto russo com apoio estatal serão suspensos durante o inquérito.

© Sergei Karpukhin / Reuters

"Os responsáveis referidos no relatório como sendo os executores diretos [das infrações] serão temporariamente suspensos de funções até ao final do inquérito", indicou o Kremlin, em comunicado, sem especificar a identidade dos visados.

O presidente da Agência Mundial Antidopagem (AMA), Craig Reedie, tinha apelado hoje à Rússia para afastar os responsáveis visados no relatório McLaren, que demonstrou a existência de um sistema de dopagem de Estado durante os Jogos Olímpicos de Sotchi, em 2014.

"O relatório McLaren confirma que, no mínimo, a Agência Antidoping russa não poderá manter a sua acreditação enquanto não tenham sido afastados todos os responsáveis ao serviço do Ministério do Desporto e das agências governamentais em causa", pode ler-se no comunicado.

A AMA salientou, em especial, a responsabilidade do ministro russo dos Desportos, Vitaly Mutko, que é também membro do Comité Executivo da FIFA.

"A AMA exorta o Comité de Ética da FIFA a estudar as acusações relativas ao papel desempenhado pelo membro do seu comité executivo", prosseguem.

De acordo com o relatório independente elaborado para a AMA pelo professor canadiano Richard McLaren, o governo russo dirigiu um programa de dopagem no desporto com apoio estatal, com participação ativa do ministro dos Desportos e dos serviços secretos.

O relatório refere que o programa "à prova de falhas" foi colocado em prática pelos responsáveis russos, inclusivamente durante os Jogos Olímpicos de Inverno Sochi2014.

De acordo com o documento, o ministro dos desportos da Rússia, Vitaly Mutko, teve "participação ativa" neste sistema, que teve a assistência dos serviços secretos nos laboratórios antidopagem de Moscovo e Sochi.

"O laboratório de Moscovo operou para a proteção de atletas russos dopados, dentro de um sistema 'à prova de falhas' conduzido pelo estado", especifica o relatório de Richard McLaren.

Na mesma conclusão, o responsável diz que o "laboratório de Sochi operou um método de troca de amostras, para permitir que os atletas russos dopados competissem nos Jogos Olímpicos de Inverno".

A análise diz ainda que o ministro dos desportos russo teve uma intervenção direta no processo.

"Dirigiu, controlou e supervisionou a manipulação dos resultados dos atletas ou da troca da amostra, e contou com a participação e assistência ativa da FSB (serviços federais secretos russos), do CSP (Centro de Preparação Desportiva dos Atletas Russos) e dos laboratórios de Moscovo e Sochi", lê-se.

Richard McLaren foi a pessoa encarregada da investigação às acusações feitas pelo antigo diretor do laboratório antidopagem, Grigory Rodchenkov, atualmente a viver nos Estados Unidos, e que revelou como os serviços secretos ajudavam a ocultar o doping.

"Estou firmemente confiante no nosso relatório", disse McLaren, acrescentando que o mesmo "é credível e verificável".

O professor responsável disse também que o testemunho de Rodchenkov foi credível e que se trata de alguém verdadeiro.

De acordo com McLaren, cujo relatório foi hoje tornado público em Toronto, o programa intrincado de doping na Rússia "trabalhava como um relógio suíço" e ajudou pelo menos 15 atletas a serem medalhados.

O documento não visa apenas os Jogos Olímpicos de Sochi, mas também os Mundiais de atletismo de 2013, em Moscovo, com McLaren a apontar para a troca de amostras de urina positivas, antes de as mesmas serem levadas para análise.

Lusa

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