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Federação de Judo espera participação de atletas russos limpos

A Federação Internacional de Judo (FIJ) disse hoje esperar que todos os atletas russos "que não se tenham envolvido em atividades de doping" possam participar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, com início a 5 de agosto.

Dmitry Lovetsky

"Na sequência da publicação do relatório McLaren, bem como dos últimos desenvolvimentos no mundo do desporto, expressamos o nosso apoio a todos os atletas russos que não se tenham envolvido em atividades de doping", pode ler-se em comunicado hoje divulgado.

O documento, assinado pelo presidente da FIJ, Marius Vizer, refere ainda a importância da presença dos judocas russos no Rio de Janeiro, lembrando o peso da Rússia e o contributo de Moscovo para o desenvolvimento deste desporto.

"Acreditamos que os Jogos Olímpicos devem dar uma mensagem de unidade e solidariedade aos atletas e aos povos do mundo. Esperamos que, ao permitir a participação de atletas russos nos Jogos do Rio, enviemos uma mensagem positiva às novas gerações, que merecem exemplos de amizade e não de guerra fria", escrevem.

O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) rejeitou hoje o recurso dos atletas russos à suspensão imposta pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), confirmando a ausência dos Jogos Olímpicos Rio2016.

A federação russa e 68 atletas tinham recorrido da decisão da IAAF de suspender o atletismo russo de todas as provas, incluindo os Jogos Olímpicos, na sequência de um relatório independente da Agência Mundial Antidopagem (AMA), que revelou um sistema de dopagem apoiado pelo governo.

De acordo com esse relatório, divulgado na segunda-feira, o Governo russo dirigiu um programa de dopagem no desporto com apoio estatal, com participação ativa do ministro dos Desportos e dos serviços secretos.

O relatório do professor canadiano Richard McLaren refere que o programa "à prova de falhas" foi colocado em prática pelos responsáveis russos, inclusivamente durante os Jogos Olímpicos de Inverno Sochi2014.

De acordo com o documento, o ministro dos desportos da Rússia, Vitaly Mutko, teve "participação ativa" neste sistema, que teve a assistência dos serviços secretos nos laboratórios antidopagem de Moscovo e Sochi.

"O laboratório de Moscovo operou para a proteção de atletas russos dopados, dentro de um sistema à prova de falhas conduzido pelo estado", especifica o relatório de Richard McLaren.

O Comité Olímpico Internacional (COI), que aguardava pela resolução do TAS hoje conhecida, vai reunir-se no domingo, por telefone, para estudar o veredito.

De acordo com a agência noticiosa francesa AFP, citando um porta-voz do COI, a Comissão Executiva do organismo olímpico poderá anunciar uma decisão final relativamente à suspensão da Rússia do maior evento desportivo mundial, por enquanto, limitada apenas ao atletismo.

Lusa

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