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Chris Froome assegura que queda não deixou sequelas graves

O camisola amarela Chris Froome disse hoje que está fora de perigo, depois da queda que sofreu na 19.ª etapa e recordou que o Tour só termina quando cortar a meta em Paris.

© Juan Medina / Reuters

"Sinto-me bem, estou fora de perigo. Não tenho nada de grave. Deslizei ao passar numa marcação da estrada e caí. Tive muita sorte, porque podia ter ficado seriamente magoado. É o tipo de dia em que eu fico contente por ter quatro minutos de vantagem [na classificação geral]", assumiu o duplo vencedor da Volta a França.

O ciclista britânico, que subiu ao pódio com o joelho ligado e com gelo, exaltou ainda a atitude do companheiro Geraint Thomas, que lhe cedeu a bicicleta para que regressasse à corrida o mais rapidamente possível.

"A minha já não estava em condições depois do acidente. Hoje, tivemos a demonstração de que o Tour só termina quando cortamos a linha de chegada", salientou Froome.

O azar do camisola amarela foi a sorte de Romain Bardet, que subiu à segunda posição da geral, ao vencer a 19.ª etapa, no alto de Saint-Gervais Mont Blanc.

"Estava um pouco amargurado com os comentários negativos, com as críticas de que não havia ataques e este era um Tour soporífero, mas nós estamos todos a dar o máximo. Sabia estar na forma da minha vida, só estava à espera das circunstâncias ideais, sem planear nada. Agora, quero saborear as coisas à medida que elas forem surgindo", disse o francês, confessando que estar no pódio em Paris seria "um conto de fadas".

O outro grande beneficiado dos azares da jornada foi o colombiano Nairo Quintana, que subiu ao terceiro lugar e ganhou tempo a Froome, depois de dias de más sensações.

"É como se fosse um milagre poder estar aqui [no pódio], estava muito mal. O que se passa no meu corpo é difícil explicar. Lutei toda a jornada, foi um dia duríssimo. São os companheiros que me mantêm na bicicleta, porque o corpo não funciona, as pernas não andam", descreveu o chefe de fila da Movistar.

Quintana destronou o jovem Adam Yates do terceiro lugar, com o líder da juventude a reconhecer que se sentiu mal ainda antes da subida final e que na ascensão do Mont Blanc simplesmente não conseguiu seguir o grupo de favoritos.

"É o meu primeiro dia mau no Tour, por isso posso dar-me por satisfeito. Agora, o meu objetivo é manter a camisola branca até Paris. É preciso sofrer mais um dia", completou.

Mas o grande derrotado do dia foi mesmo Bauke Mollema, que deu um trambolhão do segundo para o décimo lugar da geral, após ter sido uma das vítimas das quedas da 19.ª etapa.

"Caí, levantei-me e tentei seguir uma moto, mas era uma zona de descida, com muitas curvas e várias quedas à minha frente. Depois formaram-se vários grupos e comecei a subida com um atraso de 20 segundos e nunca mais conseguir recolar. Não estou ferido, só tenho cortes na cintura e no cotovelo. A classificação geral está perdida", lamentou o abatido holandês.

Lusa

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