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Detido piloto suspeito de ordenar sequestro de sogra de presidente da F1

A Polícia Civil de São Paulo prendeu esta segunda-feira um piloto de helicóptero suspeito de ser o mandante do sequestro da sogra de Bernie Ecclestone, o "patrão" da fórmula 1, libertada no domingo.

Jorge Eurico da Silva Faria é piloto de helicóptero e trabalhava para Bernie Ecclestone quando ele vinha ao Brasil.

"Ele servia Bernie Ecclestone nos eventos da Fórmula 1 aqui em São Paulo. Como ele fazia esse trabalho já há algum tempo, conhecia um pouco da rotina da família da dona Aparecida. Ele não se mostrou surpreendido no momento da prisão", afirmou o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, citado pelo jornal Globo.

Aparecida Schunk Flosi Palmeira, de 67 anos, estava desaparecida desde 22 de junho, quando foi sequestrada dentro de casa.

O piloto foi preso hoje de manhã num condomínio de luxo em Cotia, na mesma cidade onde ficava o cativeiro da sogra do milionário.

Segundo o secretário, Jorge Eurico da Silva Faria foi apontado por um dos suspeitos de realizar o sequestro.

Eles queriam um resgate de 120 milhões de reais (32,9 milhões de euros).

A polícia prendeu ainda dois suspeitos de executar o sequestro e não descarta o envolvimento de outras pessoas no crime.

"A vítima, graças a Deus, saiu ilesa e não houve pagamento de resgate", afirmou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que acompanhou pessoalmente as investigações.

O piloto detido foi presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe) até março de 2015, quando deixou o cargo a pedido, alegando razões pessoais.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Jorge Eurico da Silva Faria informou na altura que iria mudar-se para Portugal.

Na Prisão Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa, o piloto negou o seu envolvimento no crime em declarações aos jornalistas, acrescentando: "Tenho o maior carinho pela família".

Nos anos 1990 e nos primeiros anos de 2000, os raptos eram muito comuns no Brasil, mas entretanto diminuíram, devido a um controlo mais apertado da polícia e com a criação de um departamento anti-rapto especializado.

Os parentes de futebolistas eram os alvos mais procurados, como sucedeu no rapto da mãe da estrela internacional brasileira de futebol, Robinho, em 2004, a qual foi mantida em cativeiro durante 41 dias, nos arredores de São Paulo.

Lusa

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