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Fernando Gomes realça superior conduta ética e moral do "velho capitão"

O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) enalteceu esta segunda-feira a superior conduta ética e moral de Mário Wilson, o velho capitão que construiu "uma carreira quase ímpar no futebol português, quer como jogador quer como treinador".

"Foi com grande tristeza que recebi a notícia da morte de Mário Wilson. Pessoa de uma bonomia e trato ímpares, o velho capitão - como todos os que dele gostavam se habituaram a tratá-lo -- construiu uma carreira quase ímpar no futebol português, quer como jogador quer como treinador", começou por dizer Fernando Gomes, em comunicado publicado na página da FPF.

O presidente da entidade que tutela o futebol nacional recordou as passagens de Mário Wilson pelo Desportivo de Lourenço Marques, Sporting, Académica, Benfica, Vitória de Guimarães, Boavista, Belenenses e Estoril-Praia, entre vários outros clubes, considerando que o seu percurso sublinha "a grandeza de quem também demonstrou o seu valor como técnico e as suas inegáveis qualidades humanas como selecionador nacional".

"Mário Wilson ganhou inúmeros campeonatos e Taças, marcou muitos golos, orientou muitas vitórias, deu-nos muitas alegrias mas, acima de tudo, conquistou o respeito de todos os que com ele conviviam pela sua superior conduta ética e moral", prossegue a nota.

Fernando Gomes refere ainda que "nesta hora amarga e de luto do futebol nacional e do país", fica a certeza de que o legado de simplicidade, sabedoria e retidão de Mário Wilson vai perdurar.

"À sua família, entes queridos, amigos, colegas de profissão, endereço, em meu nome e em nome da FPF, as minhas mais sentidas condolências", conclui o comunicado.

Mário Wilson morreu hoje, aos 86 anos, anunciou o Benfica, clube que levou como treinador ao triunfo no campeonato nacional de 1975/76 e das Taças de Portugal de 1979/80 e 1995/96.

Natural de Maputo, em Moçambique, Mário Wilson envergou, como jogador, as camisolas do Desportivo de Lourenço Marques, Sporting e Académica.

Como treinador, orientou o Benfica em três ocasiões, mas também emblemas como Académica, Belenenses, Vitória de Guimarães e Boavista, entre outros, assim como a seleção portuguesa na qualificação para o Europeu de 1980.

Lusa

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