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ITF critica Sharapova e diz que não a tentou suspender por quatro anos

A Federação Internacional de Ténis (ITF) teceu esta quinta-feira críticas à russa Maria Sharapova em relação à sua conduta no caso de doping por meldonium e referiu que nunca tentou punir a tenista por quatro anos.

"A ITF nunca tentou suspender Sharapova por quatro anos, como foi sugerido. A ITF deixou claro que era responsabilidade de um tribunal independente - e consequentemente do painel do tribunal arbitral (TAS) - determinar qual a sanção adequada", refere o organismo em comunicado.

Na terça-feira, o TAS reduziu de dois anos para 15 meses a suspensão à tenista russa, que tinha sido punida por dois anos em junho, face a um controlo positivo para 'meldonium' no Open da Austrália, em janeiro.

A Federação Internacional diz ainda no seu comunicado que o TAS confirmou que Sharapova violou as regras antidopagem e aplicou a pena de 15 meses.

"Incluía saber se Sharapova cumpria os critérios do programa de ténis antidopagem - os mesmos do código da Agência Mundial antidopagem (AMA) - para uma redução dos quatro anos, por defeito, pelo uso de uma substância como o 'meldonium'", refere ainda o comunicado.

A Federação Internacional é igualmente muito crítica para com a tenista, que terá referido que o tribunal independente da ITF, que a puniu antes do recurso para o TAS, não era um organismo imparcial.

"A ITF providencia uma audiência de primeira instância de altíssima qualidade, não só independente da ITF, mas que dá a ambas as partes a oportunidade plena de apresentarem todas as provas. O tribunal conta com um advogado como presidente e especialistas médicos e das ciências como membros", adianta.

Ainda segundo a Federação, Sharapova terá dito que o tribunal não era neutro, mas que à tenista foi dada a oportunidade de objetar qualquer dos membros, antes da audiência, e que a mesma assinou um documento dizendo que não havia quaisquer objeções.

O organismo diz que a russa sugeriu que a ITF deveria ter dado informação aos atletas que a substância passava a ser proibida em janeiro, e que a Federação tinha conhecimento da proibição antes de 2016, o que esta refuta.

"Não é verdade. De facto, foi aceite por Sharapova na audiência perante o TAS que a ITF não sabia antes de 2016 até que ponto o meldonium era usado por atletas de qualquer região ou se Sharapova o usava", frisou a ITF.

O organismo lembrou que programa de monitorização da própria Agência Mundial antidopagem (AMA) é conduzido anonimamente.

Sharapova, que viu na terça-feira o TAS reduzir a sua suspensão de dois anos para 15 meses, reconheceu tomar meldonium há vários anos para combater uma deficiência de magnésio e um histórico familiar de diabetes.

Lusa

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