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Chelsea vai investigar antigo funcionário suspeito de abusos sexuais a menores

© Reuters Staff / Reuters

O Chelsea contratou um escritório de advogados para investigar um antigo funcionário da "década de 1970", já falecido, suspeito de abuso sexual de jovens futebolistas, anunciou esta quarta-feira o clube Londres.

"O clube contactou a federação a fim de garantir que todo o auxílio lhe será dado no seu inquérito global. Isto significa transmitir toda a informação à FA sobre o inquérito que vamos realizar", escreveu o Chelsea, em comunicado.

De acordo com o Daily Telegraph, o Chelsea teria pago a um ex-jogador de uma das suas equipas jovens para garantir o seu silêncio sobre a agressão sexual de que foi vítima por parte de um recrutador, Eddie Heath, que trabalhou para os blues de 1968 a 1979.

O futebol britânico enfrenta um escândalo de pedofilia sem precedentes, sendo que cerca de 20 ex-jogadores, incluindo internacionais, revelaram ter sido vítimas de agressão sexual.

A federação abriu um inquérito sobre a matéria confiando o mega processo ao advogado Kate Gallafent, especialista em proteção à criança.

Na semana passada, o presidente da federação, Greg Clarke, assumiu que esta era a "maior crise" de sempre do futebol inglês, prometendo como "prioridade" da FA evitar que haja uma "nova geração de vítimas" de abusos sexuais nos escalões de formação do país.

"Quero deixar claro que partilho a dor das vítimas. Vamos investigar estes casos para que não haja uma nova geração de vítimas e para que aqueles que sofreram recebam uma verdadeira ajuda", disse.

O dirigente falava ao lado de Andy Woodward, o primeiro futebolista a admitir que foi vítima de abusos sexuais nos primeiros anos da carreira, confissão que foi seguida de várias outras de diversos jogadores em diferentes pontos do país, num escândalo que tem abalado a modalidade.

"Temos dois objetivos prioritários: assegurarmos de que as vítimas se sintam seguras na hora de denunciar estes factos e fazer todos os possíveis para que não haja uma nova geração de vítimas", reforçou.

A polícia abriu várias investigações, nomeadamente nas regiões de Londres, Manchester, Cambridge, Birmingham, Liverpool, Newcastle e Escócia.

Entretanto, cerca de 250 pessoas entraram em contato com a polícia na Inglaterra e País de Gales.

Mais de 50 pessoas também ligaram para a linha especialmente criada por uma das maiores associações de proteção da infância, a NSPCC.

Greg Clarke revelou que a FA tem colaborado com a polícia e refuta a ideia de que esta ação vise "proteger a reputação do futebol", afiançando que se trata apenas de "ajudar as vítimas e garantir que não haja mais".

Lusa

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