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Adjunto de Fernando Santos admite "azedume" do líder nas derrotas

© Stringer . / Reuters

O "azedume" de Fernando Santos nas derrotas foi uma das memórias partilhadas pelo treinador adjunto da seleção portuguesa de futebol Jorge Rosário, em entrevista à FIFA, em que recorda os quase 20 anos com o "líder".

Aproveitando a nomeação de Fernando Santos para o prémio de melhor treinador de 2016, o organismo que rege o futebol mundial apresentou "o tenente" do "general" que levou a seleção portuguesa ao título europeu, desde 1990/91, então no Estoril-Praia, ainda como jogador.

"Eu era quase sempre o mais experiente em campo e tentava ser a voz do treinador lá", referiu Jorge Rosário, recordando tratar-se de uma equipa bastante jovem.

Em 1993/94, Rosário rumou ao Alverca, para 'arrumar as botas', seguindo-se o início do caminho a par com Fernando Santos, no Estrela da Amadora, até que, em 2011/12, passou a coadjuvar Sérgio Conceição.

"Tenho estado com ele, com diferentes papéis, em todos os títulos que conquistou desde então", sublinhou Rosário, que não encontra mudanças significativas no Fernando Santos que venceu o 'penta' pelo FC Porto, em 1998/99, com o que conquistou o Euro2016, apenas melhorias, acentuando que "o contexto" e o "futebol atual são incomparáveis com os de há 25 anos".

A ambição e a vontade de melhorar de Fernando Santos são, para o antigo médio, a justificação para o seu sucesso, admitindo que "fica um pouco amargo quando perde".

"Ele é um líder nato. Podia dizer, em jeito de brincadeira, que ele é o general e nós, restante equipa técnica e jogadores, os tenentes e os soldados. No campo, ele nunca perde a calma e, além de outras qualidades, é um homem bom", frisou.

Dos seis anos na Grécia, interrompidos pelas experiências no Sporting e no Benfica, Jorge Rosário recorda as dificuldades em aprender a língua e os extremismos dos adeptos: "Ou te amam ou te odeiam".

"No caso do Fernando Santos, ele cedo se tornou um rei. Ele era amado na Grécia, independentemente do clube", afirmou Rosário, ilustrando com um momento conturbado no AEK Atenas, em que o atual selecionador anunciou a sua saída, mas, passados alguns dias, cerca de 3.000 pessoas se juntaram a apoiar a sua permanência, o que acabou por acontecer.

O adjunto reconhece "gratidão" pelo convite de Fernando Santos para integrar a equipa técnica da seleção, realçando a vitória no Euro2016 como o maior feito da sua carreira, algo suficiente para ser eleito melhor do mundo, no próximo dia 09 de janeiro.

"Conquistar o Euro como a França, em Paris, foi algo como um sonho. Somos um pequeno país e tivemos de enfrentar os melhores. Nós, como David e Golias, vencemos e Fernando Santos devia ganhar esse título também. Ninguém merece mais do que ele", rematou.

Lusa

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