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APAF lamenta declarações de Costinha e pede castigo pesado

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), Luciano Gonçalves, lamentou esta sexta-feira as declarações de Costinha sobre as arbitragens, e pediu castigo severo para o treinador da Académica.

"É mais do mesmo. Estes comportamentos têm vindo a ser, infelizmente, recorrentes vezes demais e nós temos que pôr um travão a este tipo de comentários, que metem em causa a seriedade e a honorabilidade das pessoas", considerou Luciano Gonçalves à agência Lusa.

O presidente da APAF lamentou ainda que esta nova polémica "tenha vindo de uma pessoa com uma responsabilidade tão grande no futebol" e que "não deixa outra hipótese do que levar o caso até às últimas consequências".

Luciano Gonçalves confirmou ainda que a APAF, em conjunto com o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), já fez seguir as declarações de Costinha para o Conselho de Disciplina (CD).

"Vamos esperar que [que o CD} atue em conformidade e aplique um castigo que seja digno destas declarações, que não se compreendem. É difícil perceber como é que no futebol profissional existam pessoas com responsabilidade tão grande a terem este tipo de declarações", disse.

Em causa estão declarações de Costinha proferidas no lançamento do jogo de hoje dos 'estudantes' com o Sporting 'B', da 20.ª jornada da II Liga, em que, referindo-se ao encontro anterior, na visita ao Vitória de Guimarães B (derrota por 2-1), disse que "não foi uma arbitragem, foi ladroagem".

"Não tenho a mania dos fantasmas, admito que eles [árbitros] se possam enganar, mas quando os adversários também ficam perplexos com o que está a acontecer é sinal que há algo de estranho", disse ainda Costinha.

Luciano Gonçalves aponta a ironia de esta situação surgir após o presidente do CA, Fontelas Gomes, ter apelado, num artigo de opinião publicado no jornal Público, à contenção, com a garantia de que não deixaria passar em claro declarações que colocassem em causa o bom nome dos árbitros.

"É este tipo de comportamentos que nos faz pensar a nós, estrutura da arbitragem, que provavelmente, se calhar, não é com diálogo que se põe travão a este tipo declarações e comportamentos. Não se compreende", acrescenta o presidente da APAF.

Luciano Gonçalves frisou que os árbitros irão ser sempre, até para bem do futebol, alvo de críticas, mas apelou a que "sejam construtivas e que não coloquem em causa a seriedade e a honorabilidade, nem levantem suspeições".

"Se existem suspeições e criticas a colocar em causa a verdade desportiva então que se prove. As pessoas que falam desta forma e que levantam este tipo de suspeição têm que, nos lugares próprios, provar que existe este tipo de comportamentos que eles dizem", disse ainda o dirigente.

O presidente da APAF entende este género de comportamentos com o facto de "as pessoas não quererem mesmo mudar e dar, assim, o contributo que o futebol merece, preferindo justificar todos os seus insucessos através da arbitragem".

Lusa

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