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China quer limitar contratações "irracionais" de futebolistas estrangeiros

O futebolista argentino Carlos Tévez tornou-se recentemente o jogador mais bem pago do mundo, depois de assinar por um clube chinês.

© Marcos Brindicci / Reuters

O órgão responsável pela regulação do desporto na China criticou esta quinta-feira o "irracional" gasto dos clubes de futebol do país, com a chegada de algumas estrelas internacionais, e ameaçou introduzir limitações a estes investimentos.

Um porta-voz da administração geral do Desporto assinalou a necessidade de se estabelecer um "valor máximo na compra de futebolistas e dos seus salários", assim como combater aquilo que considerou serem "gastos irracionais".

O responsável, que falou em declarações ao sítio oficial da administração geral, não indicou nomes de futebolistas, mas a posição surge poucos dias após as contratações do brasileiro Óscar, ao Chelsea, e Carlos Tévez, ao Boca Juniors.

O internacional brasileiro chega ao Shangai SIPG, treinado pelo português André Villas-Boas, por 60 milhões de euros, naquela que é a contratação mais cara do futebol asiático, enquanto Tévez assinou pelo Shangai Shenshua, por 38 milhões/época.

Após estas contratações, a imprensa internacional tem revelado que os clubes chineses estariam dispostos a pagar centenas de milhões de euros em salários a jogadores como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

O organismo critica também a compra em grande escala de clubes estrangeiros por empresários asiáticos, entre os casos os do AC Milan, Inter de Milão ou Aston Villa e defende que a aquisição de jogadores estrangeiros deveria ser compensada com uma percentagem para o desenvolvimento do futebol de base.

O governo chinês chegou a criar um programa a longo prazo no sentido de fazer crescer o futebol do país, mas os investimentos têm sido canalizados para a compra de estrangeiros e não numa aposta na formação.

O Guangzhou Evergrande, campeão chinês desde 2011 e treinado por Scolari, chegou mesmo a vencer duas vezes a Liga dos Campeões Asiática, mas a seleção chinesa continua num nível baixo no 'ranking' mundial (82.ª).

Lusa

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