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Mundial de futebol com 48 equipas renderia mais 605 milhões

Gianni Infantino, presidente da FIFA

© MAXIM ZMEYEV / Reuters

O alargamento do Campeonato do Mundo de futebol de 32 para 48 equipas renderia à FIFA 605 milhões de euros suplementares, estima um relatório da organização chefiada por Gianni Infantino, citado pela AFP.

De acordo com as projeções, as receitas de um Campeonato do Mundo com 48 equipas, 16 grupos de três, a partir da edição de 2026, cresceriam dos 3,54 mil milhões de dólares (3,35 milhões de euros) apontados para o Mundial da Rússia para 4,18 mil milhões de dólares (3,95 mil milhões de euros).

Paralelamente, os custos relacionados com o aumento do número de equipas e de jogos (80, contra 64 no formato de 32 equipas) cresceriam 325 milhões de dólares (307 milhões de euros).

As receitas dos direitos televisivos cresceriam 505 milhões de dólares (479 milhões de euros) e os do marketing 370 milhões de dólares (351 milhões de euros).

Durante a campanha eleitoral que o levou à presidência da FIFA, Infantino revelou a intenção de promover um Mundial com 40 equipas, o que daria à Europa uma nova quota de 14.

No início de dezembro, num encontro em Singapura com alguns filiados, o dirigente revelou que "a grande, grande, grande maioria (dos membros FIFA) é favorável a 48 equipas no modelo de 16 grupos de três equipas", mas manifestando-se disponível para debater a proposta e assinalando que não agirá como um ditador.

"Acredito firmemente nesta proposta, mas não sou ditador. As associações já se mostraram esmagadoramente a favor da proposta, ainda que seja necessário discuti-la mais", disse Gianni Infantino, no encerramento de uma conferência, no Dubai no final de dezembro.

Infantino deseja ainda que o Mundial seja organizado por vários países, o que permitirá repartir os custos e evitará a construção de estádios que ficam praticamente abandonados após a realização deste tipo de torneios.

O dirigente ítalo-suíço vai submeter a proposta de alteração na próxima reunião do órgão de cúpula da FIFA, cujos membros serão notificados por carta das intenções de Infantino, marcada para 09 e 10 de janeiro, em Zurique (Suíça).

O presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Reinhardt Grindel, defendeu esta semana que o Mundial deve continuar a ser disputado por 32 seleções, opondo-se à ideia do presidente da FIFA.

Também o presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, afirmou recentemente não dispor de "informação suficiente" sobre o modelo proposto, defende do que o atual "funciona".

Lusa