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Humberto Coelho considera que fim do fora-de-jogo prejudica o futebol

Humberto Coelho, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), recusou esta quinta-feira a ideia de deixar de existir fora-de-jogo, como foi defendido pelo ex-futebolista holandês Marco Van Basten, justificando que isso seria "pontapé para a frente".

"O futebol precisa de ser mais compacto, da a arte de jogar, os espaços são mais reduzidos e a técnica tem que ser mais apurada, essa medida seria um pouco pontapé para a frente e eu gosto mais de espetáculo", defendeu o vice-presidente da FPF, à margem da lançamento do Cartão de Saúde Eusébioheart.

Na quarta-feira, Marco van Basten, atual diretor-técnico da FIFA, defendeu uma verdadeira revolução no futebol, sugerindo que se termine com os foras-de-jogo, ou com os cartões amarelos, substituídos por penalizações temporárias.

Humberto Coelho disse não conhecer as propostas de Van Basten, mas reiterou a ideia de que o final do fora-de-jogo fará com que o futebol fique a perder: "perdia espetáculo, com um atacante junto a uma baliza e outro na outra, é preciso pensar melhor".

O antigo central benfiquista reconhece, porém, que é preciso modernizar o futebol, com medidas que melhorem o espetáculo e a transparência do jogo, que serão benéficas não só para o jogo, mas para os espetadores.

Em entrevista ao Sport Bild, Van Basten falou em várias medidas, nas quais a possibilidade de existirem mais substituições, mas também da introdução de um "shoot-out", com os jogadores a terem cerca de oito segundos para marcar golo, isolados perante o guarda-redes, que não pode sair da grande área.

Outro assunto abordado por Humberto Coelho, em sintonia com a FPF, é o acordo que existe com a intenção da FIFA em alargar o Mundial de futebol a 48 seleções, a partir de 2026. "A FPF já fez um comunicado, estamos de acordo, vamos ver agora. Há muitos anos para testar, para ver a evolução da situação, estou de acordo, como está a própria Federação", salientou Humberto Coelho.

Lusa

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