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Vice-primeiro-ministro russo diz que sexo pode distorcer testes de doping

© Sergei Karpukhin / Reuters

O vice-primeiro-ministro da Rússia e ex-ministro do Desporto, Vitaly Mutko, figura central do escândalo de doping no país, defendeu na quinta-feira que as relações sexuais dos atletas podem causar distorções nos resultados dos testes antidoping.

Vitaly Mutko, que foi promovido de ministro de Desporto a vice-primeiro-ministro, apesar da controvérsia em torno do escândalo de doping generalizado na Rússia, disse que o "ADN masculino" persiste em atletas por dias depois de terem relações sexuais.


Em declarações ao sítio Desporto-Express, na quinta-feira à noite, Vitaly Mutko disse que os russos são injustamente punidos e defendeu as mulheres atletas que falharam os testes.


"Um atleta pode beijar alguém que tenha tomado uma droga. Um atleta estrangeiro é reintegrado com base nisto, enquanto um russo é injustamente punido", acrescentou o governante russo.


Vitaly Mutko disse ainda que se uma atleta tiver relações sexuais cinco dias antes de fazer o teste antidoping, este poderá revelar resíduos de ADN masculino e distorcer o resultado.


Estas declarações surgem após a publicação em dezembro de 2016 do relatório do advogado canadiano Richard McLaren, que refere que o governo russo organizou um programa de doping durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi.


Entre outras irregularidades detetadas, o relatório refere que duas jogadoras de hóquei no gelo apresentaram amostras com ADN masculino.
Mutko contraria ainda o relatório de Richard McLaren dizendo que ele não prova doping patrocinado pelo estado, uma vez que se baseia apenas em declarações de um homem, referindo-se ao ex-diretor do laboratório de doping de Moscovo, Grigory Rodchenkov.


A imagem da Rússia no desporto mundial foi severamente manchada pelo escândalo que viu a equipa de atletismo do país e toda a equipa paralímpica excluída dos Jogos do Rio2016.


Moscovo tem negado insistentemente qualquer esquema do governo para enganar na luta pelas medalhas. A Rússia permanece proibida de participar em provas internacionais de atletismo e a Agência Mundial Antidoping diz que o país tem ainda um longo caminho pela frente.


Lusa

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