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Quem mais destabiliza a equipa são o presidente e o treinador, diz Madeira Rodrigues

Pedro Madeira Rodrigues acusou hoje o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, e o treinador da equipa principal de futebol, Jorge Jesus, de serem os principais desestabilizadores da equipa, pedindo aos futebolistas para vencerem os encontros que restam.

"O Sporting precisa de calma, de serenidade e de olhar para os próximos jogos. Eu acredito que se ganharmos os próximos 14 jogos ainda tudo pode acontecer. É nisto que os jogadores se devem concentrar, mas é evidente que quem mais destabiliza a nossa equipa são o presidente e o treinador. Os nossos jovens valores tem que manter a calma", começou por dizer o candidato à presidência do Sporting.

À margem da primeira reunião com todos os órgãos sociais da lista A, que decorreu na Câmara de Comércio, em Lisboa, Madeira Rodrigues comentou a redução significativa do plantel principal dos 'leões', afirmando que "era inevitável", porque "em agosto [início de temporada] se trabalhou muito mal".

O candidato lamentou ainda que os "novos talentos" tenham ficado de fora e que "só agora irão aparecer".

Questionado sobre se o técnico argentino Marcelo Bielsa ou o compatriota e antigo jogador do Sporting Alberto Acosta serão possibilidades para assumir o atual cargo de treinador, caso seja eleito como presidente, o candidato não confirmou, mas assegurou que será "um grande nome".

"Vamos apresentar, oportunamente, o treinador. Os sportinguistas podem estar descansados, será um grande nome, já definimos o perfil e, ainda hoje à noite, vou ter uma reunião sobre esse tema. O Sporting é muito desejável para grandes treinadores e não há demora nenhuma", contou.

Já João Alvim, diretor de campanha da lista da Pedro Madeira Rodrigues, comentou a renovação do vínculo por parte dos 'leões' com a marca desportiva italiana Macron para as próximas quatro temporadas.

"A nós [lista A] parece-nos um bocadinho incompreensível que a um mês das eleições se assuma um contrato com a Macron e, acima de tudo, por quatro anos, que vai claramente limitar quem for eleito a 04 de março", lamentou.

Ainda assim, o diretor de campanha lembrou que "do ponto de vista legal é possível", mas que "do ponto de visto moral é que é incompreensível, está errado e foi feito à pressa".

Lusa


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