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UNITA acusa polícia de contribuir para a tragédia num estádio de futebol em Uíge

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A UNITA, maior partido da oposição angolana, acusou esta quarta-feira a polícia nacional de "ter contribuído" para os incidentes que na sexta-feira provocaram 17 mortos num estádio de futebol na província do Uíge e pediu o apuramento de responsabilidades.

A posição da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foi manifestada pelo secretário-geral do partido, Franco Marcolino Nhany, em conferência de imprensa em que foi analisada a situação política atual do país.

"Os relatos indiciam que a polícia terá contribuído, de alguma forma, para o pânico, ao utilizar gás lacrimogéneo para dispersar a multidão impaciente junto dos portões do estádio", referiu o político.

Pelo menos 17 pessoas morreram, na sexta-feira, na cidade do Uíge, norte do país, quando alegadamente forçaram a entrada no estádio municipal 4 de Janeiro para assistirem ao jogo entre o Santa Rita de Cássia, treinado por Sérgio Traguil, e o Recreativo de Libolo, de Vaz Pinto, na ronda inaugural do Girabola.

Os relatos locais apontam para um incidente logo aos sete minutos de jogo, quando centenas de pessoas invadiram um dos portões do mesmo estádio, originando quedas e fazendo com que dezenas de pessoas fossem pisadas entre a confusão.

O incidente terá provocado também mais de 60 feridos.

"Em nome da direção do partido, inclinamo-nos diante das vítimas da tragédia do Uíge, esperando, contudo, que sejam apuradas, o mais rapidamente possível, as devidas responsabilidades e sejam tornadas públicas", observou Franco Marcolino Nhany.

Em comunicado, o Ministério da juventude e Desportos manifestou profunda consternação pelas mortes e solicitou às direções da Federação Angolana de Futebol, a Associação de Futebol local e às autoridades da província do Uíge, que averiguem as causas do acontecimento e tomem as medidas que se impõem.

Lusa

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