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Obikwelu diz que carreira de treinador é "aposta de risco mas para continuar"

Francis Obikwelu já está oficialmente retirado das pistas de atletismo e disse esta segunda-feira à agência Lusa que a carreira de treinador "é uma aposta de risco, mas que é para continuar".

"Como todos os desafios que tenho enfrentado na vida, levo o cargo de treinador muito a sério. Já tenho a imagem de ser um treinador duro e muito rigoroso, mas quem quer singrar no alto rendimento tem de ser disciplinado", sublinhou Obikwelu.

O atual técnico do setor da velocidade do Sporting - que também trabalha na recuperação física de diversos atletas, juntamente com o fisiologista português Emiliano Ventura - continua a ser uma das imagens de marca da Federação Portuguesa de Atletismo e esteve hoje presente na renovação de uma parceria entre a federação e a empresa Sociedade Central de Cervejas e Bebidas.

"Trabalho diariamente na recuperação de atletas de várias modalidades e na preparação dos velocistas do Sporting. E ainda arranjo tempo para continuar a treinar. Só tenho 38 anos e quero manter o contacto com as pistas", adiantou o medalha de prata na prova dos 100 metros dos Jogos Olímpicos de Atenas2004.

Atleta, naturalizado português em 2001 e que chegou a Portugal com apenas 15 anos, quando ainda estava ao serviço de uma seleção jovem da Nigéria, está a apostar forte na vertente da recuperação física das mazelas contraídas por pilotos de automóveis.

Sob a orientação do fisiologista Emiliano Ventura, Obikwelu já ajudou a curar "lesões originadas por impactos e acidentes" a pilotos como o espanhol Carlos Sainz Jr., filho ao antigo 'craque' dos ralis, atualmente ao serviço da Toro Rosso, no Mundial de Fórmula 1.

Obikwelu também já trabalhou "no duro" com pilotos portugueses, como Lourenço Beirão da Veiga, António Félix da Costa e Tiago Monteiro. "Como já disse anteriormente, é uma aposta de risco, como tudo na vida, mas é para continuar.

Estou a gostar imenso de trabalhar com o Emiliano [Ventura] ", adiantou Obikwelu, que continua a gostar muito de viver em Portugal e que só não aprecia a tradicional onda dos brandos costumes tão típica da maioria dos portugueses.

"Quando pergunto a um português como é que ele está e se gosta da sua profissão, a maioria das pessoas responde quase sempre: 'mais ou menos'. Acho isso estranho, pois procuro fazer coisas de que gosto. Se não gosto, prefiro ir fazer outra coisa para ser feliz", conclui o antigo atleta do Sporting.

Lusa

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