12.05.2011 09:40

Acordo de 1999 dá aos pilotos da TAP entre 10 a 20% em caso de privatização

 
 

Os pilotos da TAP têm direito a uma percentagem de entre dez a 20 por cento da empresa, em caso da privatização definida no memorando assinado para Portugal receber auxílio financeiro, disse hoje à Lusa fonte sindical. 

Questionado pela agência Lusa sobre o acordo de 1999 que dá aos pilotos esta participação, fonte do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) afirmou que "o acordo celebrado em 1999 é para ser cumprido pois consagra direitos adquiridos no processo de privatização". 

Os pilotos membros do SPAC "decidiram, na última Assembleia-Geral, lembrar ao Governo e à administração da TAP que o acordo é para cumprir", referiu a mesma fonte do sindicato. 

Na sequência de um processo de contestação laboral em 1999, o Conselho de Administração da TAP e o SPAC assinaram o acordo no dia 20 de julho do mesmo ano. 

Seis dias mais tarde, a 26 de julho, o sindicato anunciava que os pilotos teriam uma participação de entre 10 a 20 por cento do capital social da empresa de transportes aéreos que resultasse da cisão da companhia em três empresas. 

Com esta entrada ficou ainda garantida aos pilotos, a nomeação de um representante no conselho de administração da empresa aérea nascida da cisão, dizia então o sindicato. 

"Os pilotos têm sensibilizado as partes para a importância do acordo e, uma vez que o Governo está demissionário, essa sensibilização será também feita a todos líderes partidários, numa perspetiva pró-ativa para que o futuro processo decorra sem altercações", disse hoje o fonte do SPAC à agência

Lusa.