03.10.2011 18:05

Presidente do Brasil diz que medidas de austeridade fiscal não são solução para crise

 
 

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff,  garantiu hoje, em Bruxelas, que não tomará medida de austeridade fiscal  para fazer frente aos efeitos da crise económica e destacou que medidas  recessivas só levam à "estagnação e ao desemprego". 

A declaração foi feita por Dilma Rousseff após um encontro bilateral  com o primeiro-ministro belga, Yves Leterme.  Segundo fontes oficiais do Governo brasileiro, a crise económica e financeira  mundial foi o principal tema da reunião entre os dois líderes. Ambos evitaram  comentar uma eventual ajuda dos BRICS (Brasil, Rússia, China e África do  Sul) às nações mais desenvolvidas que atualmente enfrentam dificuldades  com a crise. 

Em declarações à imprensa, Dilma Rousseff relembrou o período de dificuldades  passado pelo Brasil nas décadas de 1980 e 1990 e criticou as medidas "extremamente  recessivas" adotadas na altura. Segundo a chefe de Estado brasileira, estas  políticas só serviram para gerar estagnação e desemprego. 

A Presidente considerou que "dificilmente" se consegue sair da crise  sem aumentar o consumo, o investimento e a nível de crescimento da economia. "Os países devem agir para evitar que seus povos vivam o desemprego  e perdas dos direitos sociais", defendeu a Presidente, acrescentando que  o seu país tem conseguido aliar crescimento a distribuição de rendimentos.

O encontro bilateral de hoje, em que Dilma Rousseff garantiu o apoio  belga a um lugar permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, precedeu  o jantar em que marcará ao fim do dia de hoje a abertura da V Cimeira União  Europeia/Brasil, que pela primeira vez será realizada com a presença da  Presidente brasileira. 

 

     

Lusa