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Eduardo Catroga admite desconforto de alguns acionistas com entrada de chineses no conselho de supervisão da EDP

LUSA Lusa

O novo presidente do conselho geral e de supervisão  da EDP, Eduardo Catroga, admitiu hoje que dois grupos de acionistas manifestaram  "desconforto" em relação à entrada dos chineses neste órgão de fiscalização,  o que se refletiu na votação.

"Há dois grupos de acionistas que consideram imposições (a entrada  da China Three Gorges no conselho geral e de supervisão), o que se refletiu  na votação", afirmou Eduardo Catroga, que recebeu o aval de 84 por cento  do capital representado na assembleia-geral extraordinária da elétrica portuguesa,  que se realizou hoje.  

Em conferência de imprensa, o ex-ministro das Finanças adiantou que  a Iberdrola, elétrica espanhola, que tem mais de 6,79 por cento do capital  da EDP, "tem aspirado a ser membro do conselho geral e de supervisão" e,  por isso, não vê com bons olhos a entrada da China Three Gorges, que adquiriu  uma participação de 21,35 por cento, com quatro representantes no órgão  de fiscalização.  

Eduardo Catroga adiantou que há ainda um outro grupo de pequenos acionistas  que defende que "a Three Gorges vai ter uma posição de controlo nos órgãos  sociais da empresa e, nesse sentido, deveria lançar uma OPA geral, ao mesmo  preço que comprou a posição do acionista Estado".  

O novo presidente do conselho geral e de supervisão adiantou que esse  "desconforto de acionistas" se reflete no diferencial entre a votação para  o conselho geral e de supervisão, com 84 por cento do capital representado,  e para o conselho de administração executivo, liderado por António Mexia,  com 99,8 por cento do capital representado.  

Aos jornalistas, no final da assembleia-geral de acionistas extraordinária,  Catroga considerou a sua escolha para liderar o órgão fiscalizador da elétrica  "natural", defendendo que a polémica em torno do seu nome foi "artificial".

"A votação não teve nada a ver com a seleção das pessoas, mas com grupos  de acionistas não concordarem com a política de formação do conselho geral  e de supervisão: uns consideravam que lá deviam estar representados e outros  consideram que a Three Gorges devia fazer uma OPA geral", declarou.  

Lusa

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