Economia

Arménio Carlos denuncia "terrorismo social" dos salários em atraso 

O secretário-geral da CGTP defendeu hoje o direito  à manifestação, como a que aconteceu sexta-feira contra o ministro da Economia,  e qualificou de "terrorismo social" existirem trabalhadores que "não recebem  salário".  

Miguel A.Lopes

"É terrorismo social quando as pessoas trabalham e não recebem salário",  afirmou Arménio Carlos, no final de um encontro com o bispo do Porto, Manuel  Clemente. 

O líder sindical foi questionado pelos jornalistas sobre se houve ou  não excessos na manifestação de sexta-feira, na Covilhã, em que trabalhadores  tentaram travar a saída do carro em que seguia o ministro Álvaro Santos  Pereira, após a visita a uma empresa."O maior excesso que pode ser feito em Portugal" é haver trabalhadores  sem receberem o salário ou jovens que ocupam "um posto de trabalho permanente"  e estão com vínculo precário "há oito, nove, dez anos", afirmou.  

"Então não querem que as pessoas que estão a ser vítimas deste sofrimento  se manifestem?", interrogou-se o secretário-geral da CGTP. 

Para Arménio Carlos, "violência é aquela que hoje acontece em muitos  locais de trabalho, uma violência física, uma violência financeira e, já  agora, é uma violência psíquica, é terrorismo social quando as pessoas trabalham  e não recebem salário." 

O secretário-geral da CGTP considerou que "terrorismo social" é "quando,  violando a lei e a contratação coletiva", se põem "muitos trabalhadores  a trabalhar dez e doze horas por dia sem lhes pagarem o trabalho extraordinário". "Isto é que é violência", concluiu. 

 

     

Lusa

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