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"Foi para isto que pediram tanta austeridade?", pergunta António José Seguro

O secretário-geral do PS, António José Seguro,  afirmou hoje que o Governo "fracassou", por pedir "sacrifícios exageradíssimos"  aos portugueses e nem assim conseguir concretizar o objetivo da redução  do défice. 

JOSE SENA GOULAO

"Para que serve esta receita que o Governo está a impingir aos portugueses?"  - questionou o líder socialista, aludindo aos mais recentes números da execução  orçamental, que apontam para uma "derrapagem" de cerca de três mil milhões  de euros. Falando durante o Congresso Distrital do PS de Braga, António José Seguro  considerou que a "receita de austeridade somada a mais austeridade" é "um  crime" e um "disparate", que "só aumenta o desemprego, atira as empresas  para a falência, provoca mais empobrecimento e mais destruição da classe  média", sem conseguir equilibrar as contas públicas. 

O dirigente partidário recordou que os funcionários públicos perderam  "dois salários", foi cortado metade do subsídio de natal em 2011, aumentaram  "para o dobro" as taxas moderadoras, aumentaram "para o máximo" as taxas  de IVA sobre o gás e eletricidade e foram "cortados" os transportes para  acesso aos serviços de saúde. "Cada português pergunta-se: foi para isto que me pediram tantos sacrifícios?"  - afirmou, sublinhando que "o Governo não tem o direito de fazer isto aos  portugueses". 

O líder socialista disse que o Governo "fracassou" e deixou o aviso  ao Primeiro-Ministro: "com o PS, não haverá mais austeridade nem mais sacrifícios  para os portugueses".  Até porque "há outro caminho" que passa por uma "dose adequada" de austeridade  aplicada a um "ritmo" menos intenso, com "pelo menos mais um ano para consolidar  as contas públicas" e ainda pela prioridade ao emprego e ao crescimento  económico. Defendeu ainda que o Governo deveria "lutar" para que o Banco Central  Europeu (BCE) pudesse financiar diretamente os Estados, de forma a conseguir  juros mais baixos. 

"Não quero dinheiro fácil, não quero que o BCE financie o nosso défice.  O que eu quero é que parte do financiamento possa ser feita taxa de juro  mais baixa, e para isso não é necessário alterar qualquer tratado europeu",  referiu. 

Seguro disse que Portugal precisa de um Governo "à altura", para defender  na Europa os interesses nacionais, e criticou o "seguidismo" do Primeiro-Ministro  em relação "à senhora Merkel". O líder do PS pediu ainda uma resposta "mais robusta, mais coerente  e mais eficaz" a nível da Europa para combater a crise, sublinhando que  a "receita de austeridade a todo o custo imposta pela senhora Merkel" só  conduz "a mais desemprego e a mais dificuldades". 

 

     

 

Lusa

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