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Vários dados sobre a taxa de desemprego em Portugal apontam para tendência de subida no último ano

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje que a taxa de desemprego em Portugal para o segundo trimestre de 2012 foi de 15%, mas a proliferação de dados estatísticos sobre o emprego pode confundir. 

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Numa coisa todos os números estão de acordo: no último ano, a tendência dodesemprego em Portugal tem sido para subir. 

A taxa divulgada pelo INE é a taxa 'oficial': significa que, entreabril  e junho deste ano, 15 % dapopulação ativa estava desempregada,  oequivalente a 827 mil pessoas. 

Esta taxa é calculada através de um inquérito por amostragem. Parao  INE, a definição de desempregado,segundo padrões internacionais, é uma pessoa entre 15 e 74 anos que não tinha emprego, mas estava disponívele  fez esforços ativos paratrabalhar.  

O INE divulga trimestralmente os seus dados. No entanto, todos osmeses,  o gabinete estatístico daComissão Europeia anuncia uma taxa de desemprego  harmonizada para os 27. 

Já segundo o Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal em junhoatingiu  os 15,4 %. Não hánecessariamente discrepância entre os números do INE e os do Eurostat; uns são trimestrais, os outros sãomensais.  

Note-se contudo que o Eurostat não produz estatísticas. As suastaxas  são calculadas com base nosnúmeros produzidos pelo INE e pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP). A Organização para a Cooperação  e Desenvolvimento Económico (OCDE) tambémdivulga dados sobre o desemprego  para osseus 30 membros; no caso de Portugal, a OCDE reproduz os números  do Eurostat. 

Para lá das taxas, há o 'desemprego registado': o número deinscritos  nos centros de emprego doIEFP. No final de junho, havia 645.995 desempregados  inscritos em centros de emprego. 

Alguns economistas juntam o número dos trabalhadores em situação de  subemprego ou de inativos ao número"oficial" de desempregados, para calcular  uma taxa de desemprego "real". 

Nas estatísticas hoje divulgadas, o INE introduziu três novosindicadores:  o subemprego detrabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de  emprego, mas não disponíveis, e os inativosdisponíveis, mas que não procuram emprego. 

O subemprego de trabalhadores a tempo parcial, que abrangia 266 mil  pessoas no segundo trimestre, refere-se apessoas com trabalho em 'part  time'dispostas a trabalhar mais horas. 

Os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis eram 38 milno  segundo trimestre; são pessoas queembora tenham procurado ativamente emprego não estavam disponíveis para trabalhar de imediato (por estarem, porexemplo,  à espera dos resultados de umaentrevista de emprego ou por já terem aceite um emprego que só começará numa data posterior). 

Os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego eram 217 milno  segundo trimestre; trata-se nestecaso de indivíduos que estavam prontos para trabalhar, mas, por uma série de razões, não procuraramativamente  emprego. 

Apesar de todas as taxas, é ataxa 'oficial' do INE que as instituições internacionais usam para permitir comparações e para fazerprevisões. 

A "troika", na mais recente revisão do memorando de entendimentocom  o Governo português, apresentou umaprevisão de 15,5 % para a taxa desemprego em Portugal no total de 2012.  

É também esse ovalor previsto para este ano pelo Governo, que prevê  que a taxa se agrave para 16 % em 2013. 

Com Lusa

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