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Taxa de desemprego nas pessoas com deficiência aumenta para mais de 70% 

O presidente da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes, José Reis, disse à Lusa que a taxa de desemprego nas pessoas com deficiência aumentou para mais de 70% este ano face a 2011. 

Manifestação dos (D)Eficientes Indignados junto à Assembleia da República em luta pela qualidade de vida das pessoas com deficiência, 2 de outubro de 2012 (Arquivo Lusa)

Manifestação dos (D)Eficientes Indignados junto à Assembleia da República em luta pela qualidade de vida das pessoas com deficiência, 2 de outubro de 2012 (Arquivo Lusa)

MANUEL DE ALMEIDA

Em entrevista à agência Lusa, José Reis disse que, apesar de não ter númerosoficiais e concretos sobre a taxa de desemprego nas pessoas portadoras  de todo o tipo de deficiência, a ConfederaçãoNacional dos Organismos de  Deficientes(CNOD) estima que ande perto dos 75%. 

"Não temos meios para apurar dados concretos, não temosestatísticas.  As nossas estimativas têmpor base os relatos que nos têm chegado através das instituições, dos nossos associados", explicou o responsável,adiantando  que a CNOD representa 36 associaçõese federações de todo o país. 

De acordo com José Reis, a grave situação que o país atravessa está  a afetar ainda mais as pessoas comdeficiência devido às suas características e especificidades. 

Por isso, o desemprego será um dos temas em análise e debate nosábado  no Auditório do Tecmaia, nacidade da Maia, durante o 21 Encontro Nacional de Organismos de Deficientes sob o lema "Dar voz aos Deficientes esuas  associações. Por uma vida digna eInclusiva", organizado pela CNOD. 

Neste encontro, vão ser debatidos temas como o desemprego, ostransportes,  as acessibilidades, aeducação e a situação difícil em que vivem pessoas  e instituições. 

O presidente da CNOD contou à Lusa que as medidas de austeridade apresentadas  pelo Governo não só estão a atingir osdeficientes desempregados como está  aafetar o funcionamento de associações, federações e diversas instituições  que prestam apoio". 

"Nós também estamos com dificuldades em subsistir. Não conseguimosavançar  com projetos devido ao corte em60% dos apoios do Estado à CNOD. Neste momento sobrevivemos das quotas das associações que não chegam para fazer faceàs  despesas mais básicas, incluindo opagamento dos salários dos nossos quatro funcionários", adiantou. 

José Reis alertou também para a situação "calamitosa" em quese encontram  algumas das associadas daCNOD que estão a passar dificuldades, encontrando-se  algumas em risco de encerrar. 

"Vemos com muita preocupação o eminente encerramento da Associaçãodos  Renais do Norte e a AssociaçãoPortuguesa dos Limitados da Voz devido aos cortes governamentais", adiantou o responsável. 

O presidente da CNOD realçou que além das instituições, teminformação  de que há muitos deficientese as suas famílias a viver abaixo do limiar da pobreza. 

José Reis disse ainda que durante o encontro no sábado na Maia aCNOD  vai apurar a real situação dasinstituições e das pessoas que apoiam e tentar "todos juntos" encontrar soluções para os problemas. 

Lusa

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