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27.01.2012 19:05
Arménio Carlos diz que desemprego é "catástrofe nacional" perpetuada pelo atual Governo
O membro da comissão executiva da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje que a elevada taxa de desemprego em Portugal "é uma catástrofe nacional", perpetuada pela política do atual Governo.
"Estamos perante uma catástrofe nacional, perpetuada pela política do Governo composto pelo PSD e pelos CDS-PP", afirmou Arménio Carlos, numa intervenção proferida no XII Congresso da Intersindical, a decorrer em Lisboa. De acordo com o sindicalista, que se acredita venha a ser o próximo secretário-geral da CGTP, o acordo assinado em sede de concertação social, que a Central não assinou, "transporta a desregulação laboral, o desemprego e a pobreza, ótimo para o patronato e péssimo para o país".
Por isso, explicou, "a CGTP prefere não assinar na concertação social e contar com o apoio dos trabalhadores, que estar a assinar acordos naquele espaço contra os direitos dos trabalhadores e as novas gerações". E exclamou: "não aceitamos o trabalho forçado, lutaremos contra as políticas que desbaratam e contra a retórica dos fariseus".
Perante este ataque, Arménio Carlos, que falava em nome da CGTP, assumiu o "compromisso" de continuar a lutar, pois "os trabalhadores não são mercadorias" e "para um posto de trabalho permanente tem de haver sempre um vínculo de trabalho efetivo".
"Tal como alguém referiu, jamais aceitaremos que o direito laboral seja reduzido ao direito de trabalhar pelo que quiserem pagar", enfatizou. O sindicalista lembrou que poucos dias depois de o acordo ter sido assinado o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) "já anunciou que é preciso sangrar ainda mais o doente, repescando a taxa social única (TSU) do patronato".
Prosseguiu a sua intervenção, sob forte ovação, dizendo que "é preciso dizer não à vilanagem e a uma política que rouba os trabalhadores", pois "não há democracia quando são negados direitos aos trabalhadores".
Apelou, por isso, à participação de jovens, reformados, desempregados e de todos os portugueses insatisfeitos para que "unam forças, direitos e vontades" na manifestação nacional que terá lugar a 11 de Fevereiros, em Lisba. "O tempo urge. Por isso, convictos do apoio inequívoco dos trabalhadores, vamos todos sem exceção vítimas do PSD/CDS fazer do Terreiro do Paço o terreiro do povo", instou o sindicalista.
Rematou, frisando que, ao contrário do que "muitos querem fazer crer, o país não está condenado ao fracasso nem os trabalhadores condenados à miséria".
Lusa
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