06.02.2012 19:35

Administração da Cerâmica de Valadares espera pôr fim a bloqueio e pagar salários nos próximos dias

 
 

O administrador da Cerâmica de Valadares António Galvão Lucas afirmou hoje à Lusa que espera que seja possível pôr fim ao bloqueio da fábrica nos próximos dias, reunindo-se na terça-feira com os trabalhadores.

"Vamos amanhã para cima e espero reunir-me lá (com os trabalhadores) e chegar a um acordo para pôr fim a esta situação", disse Galvão Lucas,  que se encontrava em Lisboa para novas reuniões com clientes, na sequência  de uma semana de bloqueio realizado pelos trabalhadores às entradas e saídas  da fábrica, que se recusam a abandonar enquanto não houver pagamento dos  dois salários em falta. 

Da comissão de trabalhadores, Raul Almeida revelou que a produção terá  parado por completo hoje na fábrica pelo primeiro dia, um dado que a administração  rejeitou que seja verdade.  

Na sexta-feira, a administração da Cerâmica de Valadares anunciou ter sido encontrada uma solução para o pagamento dos salários em atraso dos  trabalhadores da fábrica. 

Em comunicado, a Cerâmica de Valadares disse ter assegurado "o pagamento  de salários em atraso aos seus colaboradores" através de "uma grande encomenda  realizada pelo grupo Hagen SGPS", tendo sido possível "graças à relação  de confiança demonstrada pela Hagen que aceitou proceder ao pré-pagamento  do fornecimento". 

Neste sentido, Galvão Lucas afirmou já hoje ter recebido uma carta da  Hagen a confirmar o processo, que foi reenviada para a banca envolvida e  para o Ministério da Economia. 

Assim sendo, o administrador da Cerâmica de Valadares espera que ainda  esta semana seja dada a autorização para desbloquear as verbas que permitam  pagar os vencimentos em atraso. 

Na sexta-feira, a administração da empresa adiantava que o pagamento  dos dois salários que se encontram em atraso iria ser realizado "nos próximos  dias". 

Em declarações à Lusa, Raul Almeida, da Comissão de Trabalhadores, disse  que os ordenados ainda não foram pagos e reafirmou que a intenção é manter  o bloqueio até receberem o dinheiro. 

"Pedimos, agora, uma reunião à administração para que nos seja comunicado  os seus planos em relação ao pagamento dos salários. Depois, decidiremos  o que fazer", acrescentou. 

Lusa