10.02.2012 15:54

Cavaco Silva não comenta conversa entre ministros das finanças de Portugal e Alemanha

 
 

O Presidente da República, Cavaco Silva,  escusou-se hoje a comentar a disponibilidade da Alemanha em rever as condições  do acordo assinado com Portugal, assumida numa conversa entre os ministros  dos dois países, argumentando que ambos "já esclareceram este assunto".

"Quanto sei, quer a parte portuguesa, quer a parte alemã já esclareceram  esse assunto e já lhe deram a verdadeira interpretação das suas palavras,  e, portanto, compreende que eu não queira acrescentar absolutamente mais  nada aquilo que, quer a parte portuguesa, quer a parte alemã já esclareceu",  afirmou Cavaco Silva aos jornalistas. 

À margem do encontro de chefes de Estado europeus em Helsínquia, o Presidente  da República não quis igualmente comentar as declarações do presidente do  Parlamento Europeu sobre as opções de investimento portuguesas, justificando  que, também neste caso, o responsável "já disse que não era isso que quis  dizer" 

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, disse ao homólogo  português, Vítor Gaspar, que face ao sucesso negocial relativo ao segundo  pacote de ajuda internacional à Grécia, a Alemanha está disponível para  rever as condições do acordo assinado com Portugal. 

"Após a decisão substancial sobre a Grécia, se depois houver a necessidade  de reajustamento do programa português, nós estamos prontos para o fazer",  disse Wolfgang Schauble ao ministro das Finanças português, numa conversa  informal antes de ter início a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, filmada  pela estação televisiva portuguesa TVI. 

 Vítor Gaspar agradeceu a disponibilidade da Alemanha para flexibilizar  as condições do empréstimo da 'troika' a Portugal. "Isso será muito apreciado",  respondeu o ministro português. 

O ministério alemão das Finanças já veio dizer hoje que não está previsto  qualquer pacote de ajudas adicionais a Portugal, sublinhando que o país  está a "cumprir até agora as medidas de austeridade acordadas, como revelam  todos os relatórios da troika". 

No mesmo sentido, Vítor Gaspar tinha garantido na quinta-feira em Bruxelas  que um eventual reajustamento do programa não está neste momento a ser considerado,  reafirmando que o Governo não pedirá nem mais tempo nem mais dinheiro. 

Lusa