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15:03 09.05.2013

Números de desemprego "muitíssimo elevados" são resultado das dificuldades do país, diz Marques Guedes

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares admite que os números do desemprego são "muitíssimo elevados" mas que, para Luís Marques Guedes, são o resultado da atual situação do país.

"São números muitíssimo elevados, mas que são resultado natural de dificuldades  profundíssimas que a economia portuguesa sofre em termos estruturai, que  levou (...) ao programa de assistência económica e financeira", comentou  Luís Marques Guedes no final da reunião de Conselho de Ministros de hoje.

O governante comentava os dados mais recentes do Instituto Nacional  de Estatística (INE), hoje revelados, que indicam que a taxa de desemprego  subiu em Portugal para os 17,7% no primeiro trimestre, face aos 16,9% observados  no trimestre anterior, com o número de desempregados em Portugal a ultrapassar  os 950 mil. 

Marques Guedes destacou a estratégia para o crescimento e fomento industrial  recentemente apresentada pelo Governo, esperando o ministro que o documento  "possa ser consensualizado com todos" os parceiros sociais e partidos políticos  para uma maior "sustentabilidade e abrangência" das medidas de crescimento  económico. 

A "única forma" de resolver o problema do desemprego, contudo, é por  via "da resolução dos problemas económicos que o país tem", lembrou o ministro  da Presidência e dos Assuntos Parlamentares. 

De acordo com o INE, a taxa de desemprego aumentou em termos trimestrais  0,8 pontos percentuais e 2,8 pontos percentuais face ao período homólogo.

Entre janeiro e março, o INE contabilizou 952,2 mil desempregados, o  que representa um acréscimo trimestral de 3,1% (mais 29 mil pessoas) e homólogo  de 16,2% (mais 132,9 mil pessoas). 

Os números observados no final do primeiro trimestre atingem níveis  absolutamente históricos, num contexto de subidas da taxa de desemprego  em Portugal desde o segundo trimestre de 2008, altura em que se situava  nos 7,3%, o equivalente a 409,9 mil desempregados. 

  Com Lusa

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