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Lisboa é o único aeroporto que fica de fora do novo sistema de incentivos da ANA

O aeroporto de Lisboa é o único que fica de fora do novo plano de incentivos da ANA -- Aeroportos de Portugal, que beneficia as companhias aéreas que aumentam a oferta de rotas, frequências e lugares. 

(Lusa/Arquivo)

 "O sistema de incentivos premeia o crescimento, sobretudo nas zonas do país que mais precisam. Não é que Lisboa não precise, mas tem fatores de atração natural que não precisam de estímulo adicional, por isso o programa tem zero euros para distribuir em Lisboa", afirmou hoje o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro. 

Na apresentação do novo plano de incentivos, que entra em vigor no final de março, o governante explicou que se trata de pagar às companhias para transportar passageiros para "o Porto, Faro, Madeira, Açores e até para Beja, mantendo as taxas artificialmente baixas, beneficiando de um sistema de financiamento cruzado".

Sérgio Monteiro criticou a oposição no parlamento, que "só fala do aumento das taxas no aeroporto de Lisboa", mesmo quando são eleitos pelo círculo do Porto e de Faro, omitindo os benefícios das infraestruturas dessas cidades. 

O princípio do plano de incentivos é o mesmo da subida das taxas aeroportuárias -- em função do aumento do tráfego: "Permitimos a subida de taxas em Lisboa para que a taxa nos outros aeroportos se mantenham num nível mais baixo de forma a estimular os aeroportos dessas regiões", disse.

O governante apontou ainda o dedo aos que defendem que as taxas deviam decrescer em função do aumento do tráfego, ilustrando que era o mesmo que "um hotel passar a cobrar menos à medida que os quartos são ocupados". 

Segundo o plano de negócios, os incentivos variam muito: por exemplo, uma companhia que lance uma nova rota, com uma frequência semanal, entre Porto e Berlim, pode receber cerca de 65 mil euros. 

Já o lançamento da rota Funchal-Estocolmo, com três voos por semana, pode atingir os 1,6 milhões de euros de incentivos, segundo o novo sistema de incentivos, que apoia também o aumento do número de passageiros e de frequências em rotas já servidas, promovendo a diversificação da oferta ao nível das companhias e horários. 





Lusa
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