sicnot

Perfil

Economia

Incêndio no Carregado provoca prejuízo de mais de 7 M€ numa das fábricas

A Dura Automotive Portugal anunciou hoje ter tido um prejuízo acima dos sete milhões de euros na sequência do incêndio na fábrica do Carregado, mas garantiu que os postos de trabalho estão todos salvaguardados.

MIGUEL A. LOPES (Lusa)

Paulo Pacheco, diretor da fábrica de componentes para automóveis do Carregado, disse à agência Lusa que a empresa vai manter os 280 postos de trabalho, apesar do incêndio ocorrido na terça-feira à noite que destruiu por completo um dos dois pavilhões, onde trabalhavam 110 pessoas.

Em alternativa ao despedimento, o responsável adiantou que vai "aproveitar para dar férias e horas por gozar a alguns trabalhadores", enquanto outros vão ser transferidos para as secções que laboram no outro pavilhão que a fábrica tem no Carregado, concelho de Alenquer.

"A fábrica não vai parar. O pavilhão 01 já está a trabalhar normalmente", disse, adiantando que a empresa tenciona mudar "rapidamente" para as novas instalações que estão a ser construídas dentro do complexo industrial do Grupo Salvador Caetano, de modo a minimizar eventuais efeitos do incêndio na produção.

Numa primeira avaliação aos estragos, uma vez que os peritos continuam no local a fazer esse levantamento, Paulo Pacheco afirmou que os prejuízos estão "acima dos sete ou oito milhões de euros no mínimo".

O incêndio destruiu de forma parcial também a Caetano Coatings, outra fábrica de componentes para automóveis, situada no mesmo complexo industrial.

A administração desta empresa remeteu para mais tarde possíveis esclarecimentos, mas o presidente da câmara de Alenquer, Pedro Folgado, disse hoje que, em contacto com a administração, recebeu a informação de que os postos de trabalho também seriam mantidos.

Segundo o autarca, as duas fábricas empregam cerca de 600 trabalhadores.

Um problema numa máquina da secção de pinturas da fábrica Caetano Coatings terá causado o incêndio cerca das 19:20 de terça-feira, sendo o curto-circuito uma das possíveis causas apontadas.

Devido ao material inflamável, o incêndio alastrou à fábrica Dura Automotive Portugal, destruindo por completo as secções de montagem e de pintura de ambas.

No interior de ambas, estavam 120 trabalhadores, que conseguiram sair a tempo. Apenas cinco pessoas tiveram de receber assistência no local por inalação de fumo.

O incêndio ficou controlado passadas três horas e só cerca das 00:15 entrou em fase de rescaldo, tendo mobilizado 140 bombeiros e 39 veículos de 14 corporações do distrito de Lisboa.

Esta foi a segunda vez em seis meses que a fábrica da Dura Automotive Portugal, no Carregado, foi atingida pelo fogo.

Em setembro de 2014, a unidade, localizada no concelho de Alenquer, foi atingida por um fogo que começou com uma explosão num quadro elétrico. Além dos estragos, fez dois feridos, um deles grave.

Além dos peritos das seguradoras, encontram-se no local também inspetores da Polícia Judiciária a investigar as causas do incêndio.



Lusa

  • Os apelos de Marcelo para a reforma do Estado
    1:36

    País

    O Presidente da República lamentou este sábado que o consenso para uma reforma do Estado seja um sonho adiado. No enceramento do congresso "Portugal no Futuro", Marcelo Rebelo de Sousa apelou a entendimentos em áreas estratégicas e defendeu que é preciso passar as palavras à ação, o quanto antes.

    Débora Henriques

  • Tragédia de Vila Nova da Rainha foi há uma semana
    7:18
  • Escutas da Operação Marquês "não podem servir de prova"
    1:36

    Operação Marquês

    As defesas de José Sócrates e de Ricardo Salgado queixam-se que as escutas do processo Marquês estão infetadas por um vírus informático. Os advogados dizem que tal como estão as escutas não podem servir de prova. No entanto, o Ministério Público diz que estão reunidas as condições para começar a contar o prazo para a abertura de instrução.

    Luís Garriapa

  • Saco azul do BES pagou a 106 pessoas e 96 avenças ocultas
    2:21

    Economia

    Pelo menos 106 pessoas receberam dinheiro da Espírito Santo Enterprises, a companhia offshore criada nas Ilhas Virgens Britânicas e que terá funcionado como um gigantesco saco azul do Grupo Espírito Santo. O jornal Expresso revelou os primeiros vinte nomes da lista, entre os quais estão Zeinal Bava, antigo CEO da PT, e Manuel Pinho, ex-ministro da economia do Governo de José Sócrates.

  • Doze meses de polémicas, ameaças e promessas
    3:52